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Mais indícios de fraudes de vacinação envolvendo aliado de Bolsonaro são encontrados no Rio

Registros envolvendo filhas de Mauro Cid, na cidade de Campos, no Norte Fluminense, apresentam inconsistências similares às investigadas pela PF

relogio min de leitura | Redação 20 de maio de 2023 - 16:10
Mauro foi preso no dia 3 de maio por acusações de esquema de fraudes em vacinação
Mauro foi preso no dia 3 de maio por acusações de esquema de fraudes em vacinação -

A Polícia Federal encontrou mais indícios de fraudes nos registros de vacinação envolvendo o antigo ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o tenente-coronel Mauro Cid. Desta vez, os certificados suspeitos foram detectados em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

As informações foram divulgadas pelo portal "UOL". Os dados apontam que sete doses, aplicadas nas três filhas de Cid, foram registrados nos sistemas do Secretaria de Saúde do município no dia 14 de dezembro de 2022. Os imunizantes, porém, teriam sido aplicados em datas anteriores, nos dias 06/08 e 06/12 de 2021, e nos dias 12/07 e 06/12 de 2022.


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Normalmente, os registros são informados ao Ministério da Saúde no dia seguinte ao das aplicações. Nos casos das filhas de Cid, no entanto, alguns registros levaram mais de um ano para serem registrados. No dia seguinte ao do registro, 15 de dezembro de 2022, os dados foram "deletados" do sistema, marcados com um sinal para que fossem desconsiderados.

Além disso, nos registros consta que a filha do meio do tenente-coronel recebeu duas vezes a primeira dose, enquanto a mais velha não teria recebido a primeira dose, apenas a segunda e o reforço. Os dados relativos às supostas aplicações em campos não são citados na investigação que culminou na prisão de Cid, no dia 3 de maio.

O secretário de saúde de Campos informou ao "UOL" que, ainda em 2022, soube do casos e determinou que os dados não fossem registrados. Segundo ele, uma apuração interna a respeito do assunto não chegou a ser aberta na Prefeitura da cidade, que, até o momento, relata não ter sido procurada pela PF.

As novas inconsistências são similares às encontradas nos registros relacionados ao ex-ajudante de Bolsonaro em Cabeceiras, em Goiás, e Duque de Caxias, no Rio. Na última sexta (19/05), a esposa do suspeito, Gabriella Cid, admitiu em depoimento à Polícia que usou uma caderneta de vacinação com dados falsos para realizar viagens internacionais.

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