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Motociclista baleado durante abordagem policial morre em Niterói

Danilo Jander Francisco Alves, de 26 anos, teve morte cerebral após ser atingido na cabeça durante uma abordagem de agentes do Segurança Presente, em Icaraí

relogio min de leitura | Redação
Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), mas não resistiu; foi constatada morte cerebral
Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), mas não resistiu; foi constatada morte cerebral -

O motociclista Danilo Jander Francisco Alves, de 26 anos, morreu na tarde de ontem (15), três dias depois de ser baleado durante uma abordagem policial em Icaraí, Niterói, na Região Metropolitana do Rio. O jovem teve morte cerebral. A informação foi confirmada pela família.

Danilo foi atingido na cabeça na noite de sábado (12), na Rua Mariz e Barros, durante uma abordagem de agentes do Segurança Presente. Ele foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para o Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), mas não resistiu.

Em uma nota de pesar, a família lamentou a morte do jovem. “Nosso coração está em luto por esta perda tão dolorosa. Danilo era um jovem cheio de vida, alegria, sonhos e fazia a diferença por onde passava. Sua partida deixa um vazio enorme em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo.”

O policial que efetuou o disparo foi preso em flagrante e conduzido para uma unidade prisional da Corporação. A Corregedoria acompanha o caso.


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Policial diz que disparo foi involuntário

Em depoimento, um dos policiais afirmou que fazia patrulhamento pela região com um colega quando os agentes avistaram Danilo em uma motocicleta. Segundo o policial, o motociclista teria cometido infrações de trânsito, como avançar o sinal vermelho, trafegar em alta velocidade e empinar a moto. Os agentes passaram a acompanhá-lo.

Ainda de acordo com o depoimento, o trânsito fez com que Danilo parasse. Um dos policiais afirmou que utilizou spray de pimenta durante a abordagem. O agente relatou que, em seguida, viu o motociclista levar a mão à região da cintura. Diante disso, sacou a arma e, ao desembarcar da motocicleta, ocorreu um disparo. Segundo o policial, o tiro foi involuntário e atingiu Danilo na cabeça.

Testemunha apresenta versão diferente

Uma testemunha ouvida durante a investigação apresentou uma versão diferente da relatada pelo policial. Segundo ela, os agentes cercaram a motocicleta e Danilo parou e levantou as mãos. A testemunha afirmou que um dos policiais utilizou spray de pimenta contra o jovem e que, quase imediatamente depois, o outro agente efetuou o disparo. Ela também disse não ter percebido qualquer atitude suspeita de Danilo antes da abordagem.

Pessoas que estavam no local relataram que o jovem trabalhava como entregador de aplicativo. Após o disparo, os policiais revistaram Danilo. Segundo o depoimento de um dos agentes, nenhum objeto ilícito foi encontrado com o motociclista.

Os policiais também afirmaram que houve aglomeração e tensão no local após o disparo. De acordo com eles, o spray de pimenta foi utilizado para afastar as pessoas que se aproximavam. A Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) investiga o caso. Testemunhas já foram ouvidas, e imagens de câmeras de segurança estão sendo analisadas para esclarecer as circunstâncias da abordagem e do disparo.

As investigações continuam para apurar integralmente os fatos. A Assessoria de Imprensa do Segurança Presente informou que o militar responsável pelo disparo foi preso e conduzido à Unidade Prisional da Corporação. A Corregedoria acompanha a investigação.

Ainda não há informações sobre o sepultamento.

Manifestação

Colegas e familiares do jovem se reuniram, ontem, em uma manifestação em frente ao Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, em Niterói, contra a abordagem que terminou com o disparo. Danilo já havia trabalhado como motoboy, mas recentemente atuava como pizzaiolo.

Imagem ilustrativa da imagem Motociclista baleado durante abordagem policial morre em Niterói

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