Caso Alana Anisio: Jovem atacada mais de 30 vezes com golpes de faca detalha agressão em audiência; Vídeo
O depoimento foi dado no Fórum Regional de Alcântara, no último dia 15 de abril

Alana Anisio Rosa, de 20 anos, vítima de uma tentativa de feminicídio em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, detalhou pela primeira vez, durante audiência, os momentos de violência que viveu dentro de casa após recusar um relacionamento. O crime aconteceu no dia 6 de fevereiro, quando a jovem foi atingida por mais de 30 facadas. O depoimento foi dado no Fórum Regional de Alcântara, no último dia 15 de abril. Durante a audiência, Alana contou que foi surpreendida pelo agressor. “Ele me pegou de frente e, sem falar nada, já começou a me agredir”, relatou.
A jovem disse ainda que, no momento do ataque, não conseguiu identificar de imediato o objeto usado, mas percebeu que o acusado usava luvas pretas e segurava algo perfurante. Segundo ela, os golpes começaram pelo rosto, atingindo o nariz, a bochecha e, em seguida, o pescoço. Alana afirmou que ficou presa entre o sofá e um móvel enquanto era atacada. “Eu sentia tudo durante a agressão. Eu fiquei encurralada entre o sofá e o móvel. E ele não parava. Eu continuei gritando e ele me agredindo sem parar”, disse. De acordo com a vítima, o agressor permaneceu em silêncio durante toda a ação e estava com o rosto descoberto. O ataque só terminou com a chegada da mãe dela.
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Preso, o acusado Luiz Felipe Sampaio, apresentou outra versão durante a audiência. Ele afirmou que não se lembra do que aconteceu após ter sido rejeitado por Alana. “Ela me deu um fora e falou ‘se enxerga’. Aí não sei o que aconteceu, pulei o muro e depois não lembro de mais nada”, declarou. Ele também admitiu que estava com um canivete no dia do crime. “Eu estava com meu canivete de chaveiro, sempre andava com esse canivete no short, na bermuda, normalmente”, afirmou. Ainda em depoimento, disse que teve uma sensação estranha, como um “apagão”, e que só voltou a lembrar de alguns momentos depois do ataque. “O único momento de que me recordo é quando a mãe dela entra em casa e eu, todo ensanguentado, comecei a chorar. Eu falei ‘perdão’”, contou o acusado.
Após a agressão, Alana ficou quase um mês internada na Clínica São Gonçalo, passou por várias cirurgias e recebeu alta no dia 4 de março. Ela segue em recuperação em casa. Nas redes sociais, a jovem e familiares pedem justiça e reforçam a importância de manter a mobilização pelo caso.