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Caminhoneiros iniciam paralisação a partir desta segunda

Liderança da categoria cobra que a MP 1.343 seja analisada antes de perder a validade

relogio min de leitura | Redação 13 de julho de 2026 - 10:41
Entre os principais pontos da proposta está a criação de um piso salarial de R$ 5 mil
Entre os principais pontos da proposta está a criação de um piso salarial de R$ 5 mil -

O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, convocou uma paralisação nacional nos portos brasileiros a partir da meia-noite desta segunda-feira (13).

O objetivo do movimento é pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) 1.343 antes do prazo de validade, que termina na próxima quinta-feira (16).


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Em vídeo divulgado nas redes sociais na noite de domingo (12), Landim afirmou que a categoria aguarda há cerca de duas semanas a inclusão da proposta na pauta do Senado, mas, segundo ele, ainda não houve definição.

Embora exista a expectativa de que a MP entre em votação nesta terça-feira (14), a orientação da liderança dos caminhoneiros é para que os profissionais não iniciem viagens até que haja a confirmação da votação da medida.

Durante o pronunciamento, Landim responsabilizou diretamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pela mobilização da categoria. De acordo com ele, a paralisação poderia ser evitada caso a proposta fosse pautada antes do vencimento da MP.

A Medida Provisória 1.343 foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em março deste ano, em meio às ameaças de greve dos caminhoneiros. O texto recebeu aprovação da Câmara dos Deputados em 17 de junho e agora depende da análise do Senado.

Entre os principais pontos da proposta estão a criação de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros contratados pelo regime CLT, além do fortalecimento dos mecanismos de fiscalização do frete.

A medida também prevê mudanças no cálculo dos pisos mínimos do transporte de cargas, levando em consideração despesas como combustível, manutenção dos veículos e seguros.

O texto ainda prevê a anistia de multas aplicadas a caminhoneiros que participaram dos bloqueios de rodovias após as eleições presidenciais de 2022.

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