Dívida de R$ 12 mil vira R$ 788 mil e cliente denuncia Nubank
Secretaria do Consumidor notificou o Nubank e exigiu transparência nas cobranças e nos juros do cartão de crédito

A dívida do cartão de crédito de um morador do Distrito Federal, chegou a R$ 788 mil após quatros anos desde o início do débito com a Nubank. O valor inicial era de R$ 12 mil e ela aumentou cerca de 65 vezes devido os juros cobrados pela instituição.
O caso foi encaminhado a Secretaria do Consumidor do DF, que notificou a Nubank e pediu esclarecimentos sobre as práticas adotadas na cobrança de juros, encargos financeiros, crédito rotativo e parcelamento de fatura do cartão de crédito.
De acordo com o caso enviado a secretária, o cliente tinha uma divida no cartão de crédito de R$ 12,3 mil em janeiro de 2022. Esse valor chegou aos R$ 788 mil, devido os juros cobrados pela empresa.
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Na notificação enviada a Nubank, a pasta questionou quais são as taxas ativamente praticadas no crédito retroativo do cartão, qual a fórmula de cálculo utilizada para o juros do crédito retroativo, entre outros questionamentos.
Em 2026, a Secretaria do Consumidor recebeu 77 reclamações contra a instituição. Em todo o ano de 2025, foram 211 registros.
“A dignidade do consumidor precisa estar acima de qualquer modelo de cobrança. Hoje é uma notificação, mas se a conduta não for corrigida, amanhã pode ser uma multa. A Secretaria está dando a oportunidade para que a instituição explique, comprove e ajuste suas práticas. Mas é preciso deixar claro: crédito não pode virar armadilha, dívida não pode significar perda de dignidade e nenhum consumidor pode ser esmagado por juros, encargos ou contratos que ele não consegue compreender”, disse o secretário do Consumidor, Samuel Konig.

Até o fechamento desta edição, a Nubank não havia se manifestado oficialmente sobre o assunto.
* Em atualização