Polícia inicia investigações para esclarecer morte de subtenente reformado da PM no Engenho Pequeno, em São Gonçalo
A vítima era segurança de um estabelecimento comercial da localidade. Circuito de câmeras pode ajudar a esclarecer execução. Apesar de ter tido a bolsa levada, hipótese de assalto é descartada, Ele integrava a ala de compositores da Unidos do Viradouro

A Delegacia de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) iniciou as investigações para tentar esclarecer a morte do subtenente reformado da PM Antônio Lourenço, de 69 anos, morto a tiros no Engenho Pequeno, em São Gonçalo, no início da tarde de segunda-feira (11). O subtenente, também conhecido como 'Orelha', era integrante da Ala de Compositores da Unidos do Viradouro e a notícia de sua morte gerou muitos comentários entre redes sociais ligadas ao samba e ao Carnaval. Ele foi encontrado morto com marcas de tiros pelo corpo, na Rua Valdir dos Santos, no bairro Engenho Pequeno, em São Gonçalo.
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Descrito pelos amigos do sambas como uma pessoa apaixonada por Carnaval, Antônio fez parte do grupo de compositores e desfilou por anos pela agremiação. Um vídeo dele, durante a apuração do desfile das escolas de samba do Grupo Especial na quarta-feira de cinzas do Carnaval de 2026, em fevereiro, circulou na Internet e gerou muitas lamentos pela morte de Antônio, que todos os anos, não abria mão de desfilar e participar de disputas para escolha de sambas enredo na Viradouro.
"Mesmo sem nunca ter integrado parcerias campeãs, ele gostava muito da escola", afirmou um sambista do seu círculo de amizades, que não quis se identificar. As investigações apontam que o PM reformado tinha dívidas de grande valor com jogos jogos virtuais. Além de ouvir pessoas do circuito familiar e pessoal da vítima, a polícia vai analisar imagens do circuito de câmaras do bairro onde houve o crime para tentar identificar os matadores.
Antônio levou dois tiros à queima roupa na cabeça, dados por um homem, que após atirar fugiu na garupa de uma moto, junto com o condutor do veículo. Um carro de passeio, com outros homens, estaria dando cobertura à dupla. No ano passado, o Engenho Pequeno foi alvo de disputa entre milicianos e traficantes. Sabe-se apenas que o PM reformado trabalhava como segurança em um estabelecimento da região, e em princípio, não conseguiu estabelecer sua ligação com nenhum grupo paramilitar.