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MPRJ denuncia mais 11 policiais que recebiam propina de comerciantes por serviço de segurança durante o expediente

Os policiais suspeitos foram afastados das funções e tiveram o porte de arma suspenso

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 12 de maio de 2026 - 10:56
A denúncia foi realizada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Graesp) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ)
A denúncia foi realizada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (Graesp) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) -

O Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAESP/MPRJ) denunciou à Justiça 11 policiais militares pela prática reiterada do crime de corrupção em Belford Roxo. Um mandado de prisão foi cumprido nesta terça-feira (12/05), com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar, contra um cabo. O Juízo da Auditoria da Justiça Militar também determinou o afastamento das atividades e a suspensão do porte de arma de todos os denunciados.

De acordo com o GAESP/MPRJ, os agentes estruturaram um esquema de corrupção no 39º Batalhão de Polícia Militar, no qual recebiam propinas semanais para prestar segurança a comércios durante o expediente de trabalho no batalhão. As investigações identificaram que o denunciado atuava como articulador e intermediário do esquema, além de manter ligação com uma milícia local.


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A denúncia descreve que o pagamento das propinas era realizado todas as sextas-feiras ao cabo, que, por sua vez, repassava os valores ao policial escalado para o serviço naquela semana. Mensagens trocadas entre ele e uma comerciante evidenciam a finalidade dos pagamentos: assegurar um policiamento diferenciado, no qual os agentes permaneciam à disposição. Em uma ocasião, a interlocutora chega a reclamar da ausência de uma viatura da PM no local. “Você conversa com os teus meninos aí”, cobra a responsável pelo comércio.

A partir da quebra de sigilo bancário dos investigados, a Divisão de Laboratório de Combate à Lavagem de Dinheiro e à Corrupção da CSI/MPRJ elaborou Relatório de Análise Bancária e Fiscal, que identificou dezenas de transações realizadas pelo cabo aos demais denunciados, com valores e datas compatíveis com o modus operandi do esquema criminoso.

A denúncia é mais um desdobramento da Operação Patrinus que, em sua fase anterior, em agosto de 2025, resultou na prisão de dez policiais que achacavam comerciantes em Belford Roxo. Na ocasião, o GAESP/MPRJ chamou atenção para o fato de o esquema criminoso configurar uma verdadeira subversão da lógica da segurança pública: policiais militares, que deveriam proteger a população sem cobrar qualquer valor, solicitavam pagamentos justamente para prestar o serviço de segurança, no exercício de suas funções e utilizando viatura, uniforme e armamento da corporação.

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