Moradores do Engenho Pequeno se preocupam com previsão de chuvas após deslizamento
Residentes da Aidea Barreto Couto foram evacuados do local por conta de acontecimentos da última segunda (13)

Lama nas ruas e nuvens escuras nos céus, Essa combinação comum em diversos bairros de São Gonçalo nos dias de chuva de verão é, para os moradores do bairro Engenho Pequeno, um cenário de horror nesta terça-feira (14/02). Um deslizamento de terra próximo a rua Aidea Barreto Couto, na última segunda (13/02), obrigou vários moradores do bairro a evacuarem a região, e o medo é de que novos temporais tragam mais estragos.
Segundo os moradores, a catástrofe começou com a queda de um raio em um morro próximo, o que teria desencadeado o deslizamento. Morador do endereço, Valdir Silva, de 24 anos, conta que tanto o raio como a pancada de chuva vieram de surpresa.
"A gente estava em casa. Quando o raio bateu, começou a vir descendo tudo. Veio todo mundo para fora. Aqui foi uma chuva como nunca teve na vida", relata o jovem.
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"Caiu muito barro. Teve um raio e, depois, um estouro. Quando fui ver, minha janela já estava toda cheia de barro. Foi um desespero, todo mundo aqui na rua preocupado, a menina soterrada. A amiga que perdeu tudo", lamenta Aline Coutinho, de 34 anos. Ela conta que se desesperou de vez bastante quando viu o estrago deixado na casa da vizinha.
A vizinha citada, é uma manicure que preferiu não falar ao OSG por estar bastante fragilizada pelo estrago deixado em sua casa. Ela perdeu praticamente todo o patrimônio de sua residência com a chuva. Tanto moradores desabrigados como ela, quanto os que não tiveram a casa tão afetadas, precisaram deixar seus imóveis por conta do risco de novos deslizamentos.
Além das perdas materiais, o bairro sofreu com a morte de uma moradora, Roseli de Castro, de 52 anos, e sofre com o desaparecimento de outros três: a família Alan Santiago, de 45 anos, Rosilene Pereira, de 34, e Maitê Santiago, de 4. Eles estavam em uma das três residências que foram completamente destruídas pelo deslizamento.
Ao longo de toda esta terça (14/02), bombeiros e agentes da Defesa Civil estiveram no endereço realizando a procura pelos corpos, que foi acompanhada por outros moradores, como Henrique Almeida, de 34 anos, que admitiu ter ficado apreensivo o dia todo por conta da inconclusão nas buscas.
"Em 34 anos aqui, é a primeira vez que vejo algo assim aqui. E essas buscas também, enquanto não encontra fica uma angústia aqui", relata Henrique. Enquanto isso, os moradores que não foram levados a um ponto de apoio acertam os último preparativos para encontrar alojamento na casa de parentes e amigos, antes que volte a chover.
"A gente está em estado de choque. E tá dando previsão de chuva né, a gente não sabe nem o que vamos fazer", confessa Aline.