Procurado por participação na morte de PM é considerado foragido após saída temporária
Conhecido como “Cavanhaque”, homem é investigado pelo assassinato de um sargento da PM

Neste domingo (08), o Disque Denúncia (2253-1177), por meio do Programa Procurados, está divulgando um cartaz do criminoso Jonathan de Almeida Santos, conhecido como “Cavanhaque”, de 33 anos, com o objetivo de apoiar a Divisão de Buscas e Recapturas (RECAP), ligada à Secretaria de Estado de Polícia Penal (SEPPEN RJ), para obter informações que ajudem a localizar e prender o criminoso, que está foragido do Sistema Penitenciário desde 15 de outubro de 2026. “Cavanhaque”, que está relacionado ao tráfico de drogas da Favela do Lixão em Duque de Caxias e que faz parte da facção criminosa Comando Vermelho (CV), é um dos investigados pelo envolvimento na morte do sargento da Polícia Militar do Rio, Fábio José Cavalcanti Sá, de 39 anos. O sargento foi assassinado em 26 de agosto de 2017, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
O PM Fábio foi o centésimo policial a ser assassinado no estado do Rio em 2017. Naquele dia, o sargento se encontrava em frente à loja de gesso de seu pai, no Largo do Guedes, em São João de Meriti, quando foi abordado por um grupo de criminosos na Rua Cruzeiro do Sul. Os assaltantes, armados, estavam em dois carros. O pai da vítima presenciou a cena e, conforme testemunhos, implorou para que não matassem seu filho. Os bandidos levaram a arma e os documentos da vítima. Outro investigado no caso era o traficante Gabriel Dias Oliveira, conhecido como “Índio do Lixão ou Galo", que foi preso em setembro de 2025.
O PM que era lotado no 34º BPM (Magé), foi socorrido e levado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Duque de Caxias, também na Baixada, mas não sobreviveu. Fábio foi assassinado após ser atingido por pelo menos dez tiros, sendo quatro deles na cabeça.
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“Cavanhaque” foi detido pela primeira vez em outubro de 2012, acusado de Roubo Qualificado, sendo liberado para cumprir pena na Prisão Albergue Domiciliar (PAD) em abril de 2014. Ele foi novamente preso em 6 de março de 2023, por volta das 16h30, na Estrada do Paraíso, próximo ao Bar do Ratão, localizado no bairro Sargento Boening, em Petrópolis, na Região Serrana do Rio, onde foi encontrado com ele e uma mulher , 895,0g (oitocentos e noventa e cinco gramas) de cocaína, armazenada em 2130 (dois mil cento e trinta) tubos plásticos do tipo ‘eppendorf’, com rótulos que diziam ‘Pânico de 5 S.B C.V Pó’; ‘Pó C.V S.B /Arrascaeta #Adrenalina’ e ‘S.B C.V Pó 5’, conforme o auto de apreensão e os laudos de exame de entorpecente que estão no processo.
Em agosto de 2026, enquanto cumpria pena em regime semiaberto, ele obteve o direito de sair para uma Visita Periódica ao Lar (VPL) durante o Dia das Crianças de 2026, devendo retornar à sua unidade prisional até 15 de outubro de 2026, o que não ocorreu, e desde então, infringindo a Lei Penal, ele se tornou um Evadido do Sistema Penitenciário.
Considerando as circunstâncias, um Mandado de Prisão foi emitido contra ele pela Vara de Execuções Penais (VEP), referente à conversão da prisão em flagrante para preventiva, devido ao crime de tráfico de drogas, pelo qual cumpria uma pena de 10 anos de reclusão. Em razão do comunicado de evasão do apenado, o benefício de VPL foi suspenso, acompanhado do Mandado de Prisão (regime semiaberto), com prazo de validade de 12 anos, conforme os artigos 109, III c/c 113 do Código Penal Brasileiro.
É importante mencionar que 159 presos que tinham direito a VPL neste Dia das Crianças de 2026 ainda não retornaram às suas instituições prisionais, sendo considerados foragidos da Justiça, e estão sendo buscados pelos Policiais Penais da RECAP/SEPPEN RJ.
O Disque Denúncia em parceria de trabalho com a RECAP/SEPPEN RJ, pede a colaboração da população para ajudar as forças de segurança a informar à localização de foragidos da Justiça. Para isso, use o Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Ele garante sigilo total sobre a identidade de quem liga.
Também é possível enviar informações pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou pelo WhatsApp Anonimizado /DD: (021) 2253-1177 ou uma técnica que remove ou muda detalhes que podem identificar a pessoa que faz a denúncia. Ou pelo 0300-253-1177.