Suspeito de envolvimento na morte de funcionária de delegacia é recapturado após fuga da prisão
Ivana foi assassinada de forma brutal, pois trabalhava na delegacia local, o que gerou a fúria dos traficantes

Policiais militares do 34º BPM (Magé) do 3º Comando de Policiamento de Área (CPA), após avaliação de dados e informações fornecidas pelo Disque Denúncia (2253-1177), detiveram na Rua Barão do Triunfo, na Lagoa, em Magé, um criminoso vinculado à Organização Criminosa Comando Vermelho (CV), chamado Thalis Rosário Salles, popularmente conhecido como “Cachorrão ou Morceguinho”, de 30 anos. Ele estava entre os suspeitos na morte da funcionária administrativa aposentada da 65ª DP de Magé, Ivana Maria Marinho Sodré Leite, de 51 anos, que foi brutalmente assassinada em outubro de 2015.
Segundo as investigações, Ivana foi morta devido ao seu trabalho na delegacia local, o que provocou a revolta dos traficantes. Ela residia na Rua Hilário José Cabral, na Figueira. Cachorrão e mais quatro cúmplices, identificados como Gabriel Almeida Pereira, conhecido como Biel ou Da Redley (falecido em agosto de 2026); Marcelo Matheus Pereira Santos, conhecido como Crânio (detido desde março de 2026); um traficante chamado “Nike” e outro apelidado de PT (que teve sua prisão anulada em 2016), simularam estar em fuga. Feridos a bala, pediram à vítima que abrisse a porta de sua casa para receber ajuda. Ao abrir a porta, Ivana foi raptada pelos criminosos.
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O corpo de Ivana foi localizado dentro de um veículo Gol, no bairro Saco, no primeiro distrito de Magé. O carro pertencia à vítima e ela foi encontrada com ferimentos a bala na perna, boca e peito. Para encobrir suas ações e fazer parecer que o crime era de responsabilidade de outros criminosos, os autores da morte, todos ligados à facção Comando Vermelho, executaram o crime em uma área dominada por uma facção rival, o Terceiro Comando Puro (TCP).
Cachorrão foi preso pela primeira vez em maio de 2016, onde foi condenado a 8 anos de reclusão, por tráfico de drogas. Foi para prisão albergue domiciliar (PAD) em setembro de 2020. Em agosto de 2021 por envolvimento em tráfico de drogas foi preso novamente por policiais do 34º BPM (Magé). Ele foi transferido do regime fechado para o semiaberto em agosto de 2025. Em junho de 2026, o advogado do detento solicitou o benefício de Visita Periódica ao (VPL), relacionado ao Dia dos Pais daquele ano, com a obrigação de retornar ao presídio até 13 de agosto, o que não ocorreu, resultando em uma violação da Lei Penal, onde estava na condição de Evadido do Sistema Penitenciário.
Detido na última quarta-feira (04), novamente por agentes do 34º BPM, junto com “Cachorrão”, um jovem de 17 anos também foi apreendido na Comunidade da Lagoa, localizada no Centro de Magé, na Baixada Fluminense. Com eles, foram confiscados os seguintes itens: 01 fuzil Colt, calibre 5,56 mm, com a numeração eliminada; 48 munições de calibre 5,56 mm; 02 carregadores de fuzil; 270 pinos de cocaína (R$ 20,00); 57 pinos de cocaína (R$ 10,00); 76 tiras de maconha (R$ 5,00); 15 tiras de maconha; 01 rádio transmissor; 01 smartphone da Motorola e 01 smartphone da Samsung.
Em decorrência dos acontecimentos, o adolescente e “Cachorrão”, junto com os materiais confiscados, foram encaminhados à 65ª DP (Magé). Contra Thalis Rosário, havia um mandado de captura, emitido pela Vara de Execuções Penais (VEP), com solicitação de recaptura. Na delegacia, foram realizadas as devidas providências a respeito da prisão e do material apreendido, sendo que “Cachorrão” foi indiciado nos artigos 33 e 35 da legislação sobre drogas; artigo 121, artigo 14 e artigo 244 - B do ECA. Por sua vez, o menor foi indiciado também nos artigos 33 e 35 da lei de drogas. Depois disso, “Cachorrão”, foi levado a uma unidade prisional, onde já se encontra sob a custódia da Justiça.
O Disque Denúncia, em colaboração com o 34º BPM, solicita a ajuda da população para auxiliar as forças de segurança a localizar fugitivos da Justiça na região de Magé. Para isso, é possível utilizar o Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo número 2253-1177. Esse serviço está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana, e garante total anonimato sobre a identidade do comunicante.
Além disso, existem outras formas de enviar informações pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ouvia whatsApp Anonimizado /DD: (021) 2253-1177, ou por meio do 0300-253-1177, utilizando uma técnica que oculta ou altera dados.