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Polícia tenta identificar grupo especializado em assaltos a bocas-de-fumo em São Gonçalo

Autores integrariam grupo paramilitares, com ligações a extorsões e homicídios contra traficantes de drogas em SG e também Itaboraí, onde já foram registrados outros casos a partir de 2024

relogio min de leitura | Redação
Imagem mostra como foi o roubo na 'boca-de-fumo' do Jardim Catarina
Imagem mostra como foi o roubo na 'boca-de-fumo' do Jardim Catarina -

A Polícia Civil do Rio mantém investigações para tentar identificar integrantes de um grupo especializado em ataques a bocas-de-fumo mantidas por  traficantes em São Gonçalo. A procedimento está baseado em registros, feitos por câmeras, em diferentes casos, que ganharam as redes sociais nos nos últimos meses. O grupo seria integrado por paramilitares, que agiriam com interesse em extorsões para obtenção lucros. Os integrantes também podem estar ligados a homicídios contra os criminosos. 

O último registro de assalto armado a um ponto de venda de drogas foi feito no bairro Jardim Catarina, o mais populoso barro de São Gonçalo. A ação, ocorrida no último dia 26,  na Rua Bernardo Sayão, foi registrado em vídeo e ganhou repercussão nas redes sociais após as imagens serem compartilhadas pelos próprios traficantes da região, que denunciaram a ação criminosa.

As imagens mostram três homens armados abordando os responsáveis pelo ponto de venda. Dois deles vestiam roupas pretas e usavam capuzes para esconder o rosto, enquanto o terceiro agia sem cobrir a face.


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Durante o assalto, as vítimas foram rendidas e mantidas no chão, diante de um muro com pichações que fazem referência à facção criminosa Comando Vermelho (CV). Enquanto os comparsas mantinham o controle da situação, o homem de rosto descoberto recolheu drogas, armas e dinheiro, colocando o material em um saco preto. Em seguida, o trio fugiu em um carro.

Roubo a pontos menores do tráfico 

A prática de ataques a redutos dos traficantes começou  em 2024, nas regiões de São Gonçalo e e Itaboraí, e se manteve em 2025, nesses mesmos locais. Numa ação ocorrida em 13 de setembro de 2024, na comunidade do Buraco Quente,  em  Tribóbó, houve indícios da participação de policiais, o que levou as Corregedorias da Polícia Militar e da Polícia Civil  a abrirem frentes de investigação para identificar os responsáveis, apelidados no mundo do crime de 'Bonde dos Fantasmas'.  Em 21 de dezembro desse mesmo ano, a outra vítima foi um menor de 16 anos, baleado no Jóquei e socorrido por moradores ao Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), no Colubandê. 

Outra linha de investigação apura uma possível relação entre os assaltos por grupos formados por policiais militares da ativa, ex-agentes e civis, investigados anteriormente pelas Corregedorias e pelo Ministério Público por ataques semelhantes em São Gonçalo e Itaboraí.

Investigadores apontam que quadrilhas especializadas têm direcionado suas ações para o roubo de mercadorias e armamentos em pontos de venda de drogas menores, conhecidos como “esticas”. Diante desse cenário, traficantes da região estariam concentrando armamentos pesados no interior das comunidades, numa tentativa de reduzir as perdas provocadas por esse tipo de ataque.

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