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Mãe de jovem morto pelo irmão em Maricá relata anos de busca por tratamento

Daniele Pantaniglia afirma que os dois filhos enfrentavam problemas relacionados ao uso de drogas e passaram por diferentes serviços de atendimento

relogio min de leitura | Redação
Mãe de jovem morto pelo irmão em Maricá relata anos de busca por tratamento
Mãe de jovem morto pelo irmão em Maricá relata anos de busca por tratamento -

 A morte de Luiz Alex da Silva, de 23 anos, durante uma briga com o irmão em Maricá revelou, para a mãe dos envolvidos, uma história que já se estendia por mais de dez anos. Daniele Pantaniglia, de 41 anos, relatou as dificuldades enfrentadas pela família na busca por tratamento para os dois filhos, que, segundo ela, enfrentavam problemas relacionados ao uso de drogas.

Luiz morreu na última terça-feira (29), após ser atingido por golpes com um objeto perfurante durante uma discussão com o irmão mais novo de 19 anos. O caso aconteceu em uma residência no município e é investigado pela Polícia Civil. Segundo Daniele, os dois filhos passaram por atendimentos no Serviço de Atendimento e Referência em Saúde Mental (SAREM) e no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi).


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“Ambos têm problema com droga e essa minha dificuldade vem desde muito cedo. Eu tenho um dossiê de documentações, de pedido de socorro, de ajuda, em todos os lugares”, relatou.

Daniele contou que, durante a busca por atendimento para os filhos, encontrou um profissional que, segundo ela, conseguiu fazer com que o sistema de assistência funcionasse de maneira mais efetiva. Porém, afirmou que o profissional acabou saindo do serviço posteriormente e que, na avaliação dela, isso prejudicou o tratamento do filho.

Ela também descreveu Luiz como um filho carinhoso e protetor e afirmou que, apesar dos conflitos familiares relacionados ao uso de drogas, ele nunca a teria agredido fisicamente. Foram mais de dez anos, segundo Daniele, de tentativas de encontrar tratamento para os filhos. Ao falar sobre Luiz, ela destacou a forma como o jovem era visto por pessoas próximas à família.

“Quem conhece, quem conviveu com o meu filho sabe que ele é um menino maravilhoso. Ele tiraria a roupa do corpo pra dar pra uma outra pessoa.”

Após a morte de Luiz, Daniele fez um apelo para que outras famílias que enfrentam problemas relacionados ao uso de drogas recebam atenção e assistência. Para ela, a experiência vivida pela família deve servir de alerta para que outras pessoas não passem por situação semelhante.

“Eu espero que não haja outros ‘Luizes’, que não haja outras famílias… É o que eu peço, eu imploro para que outras vidas não se percam. É só isso.”, afirmou.

O corpo de Luiz permanece no Instituto Médico Legal (IML). As circunstâncias da briga e da morte são investigadas pela Polícia Civil.

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