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PMs são denunciados pela morte de médica após carro ser confundido com veículo suspeito na Zona Norte

O crime aconteceu em 15 de março deste ano

relogio min de leitura | Redação
Médica Andréa Marins Dias
Médica Andréa Marins Dias -

Dois policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pela morte da médica Andréa Marins Dias, baleada após o carro que dirigia ser confundido com um veículo suspeito, em Cascadura, na Zona Norte do Rio. A denúncia foi recebida na quarta-feira (9) pela 2ª Vara Criminal da Capital.

Os denunciados são o subtenente José Jorge Ferreira Dias e o segundo-sargento Raphael Gomes Damasceno, ambos do 9º BPM (Rocha Miranda). Eles são acusados de homicídio qualificado.

O crime aconteceu em 15 de março deste ano. Segundo o MPRJ, os policiais realizavam buscas por veículos que poderiam estar envolvidos em roubos na região. Durante a operação, eles perseguiram um Corolla Cross prata, mas acabaram perdendo o veículo de vista. Pouco depois, os policiais encontraram outro Corolla Cross, desta vez branco, dirigido por Andréa, que saía da casa dos pais. Sem confirmar se aquele era o mesmo carro que estavam procurando, os agentes fizeram vários disparos contra o veículo. A médica foi atingida no tórax e no abdômen e morreu ainda no local.


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Segundo a investigação do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ), os policiais atiraram mesmo sem ter certeza de que o carro era o veículo procurado. Para o Ministério Público, ao fazer isso, eles assumiram o risco de matar uma pessoa que não tinha qualquer relação com a ocorrência.

A acusação foi baseada em imagens de câmeras de segurança particulares e da Prefeitura, além de laudos periciais. As imagens e os exames também indicaram que os disparos atingiram a parte traseira do carro e foram feitos de surpresa, o que, segundo o MPRJ, dificultou qualquer possibilidade de reação da vítima.

Policiais são afastados de operações

A pedido do Ministério Público, a Justiça determinou que os dois policiais sejam afastados das atividades operacionais e do policiamento ostensivo. Eles também tiveram o porte funcional de arma suspenso.

Os militares deverão permanecer em funções internas e não poderão manter contato com testemunhas ou familiares de Andréa. Também estão proibidos de se aproximar dessas pessoas a menos de 300 metros.

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