Disque Denúncia busca informações de 'Lorão', um dos responsáveis pelo assassinato de um PM em 2016
O 3º SGT Renato Liberato, que estava vinculado à Corregedoria da Polícia Militar, foi morto com um tiro na cabeça durante um assalto a um comércio situado na Rua Sacadura Cabral

O Disque Denúncia apresenta, neste domingo (06), um cartaz com o objetivo de apoiar as investigações da Divisão de Buscas e Recapturas (RECAP) da Secretaria de Estado de Polícia Penal (SEPPEN/RJ). A iniciativa visa coletar informações que possam levar à recaptura do criminoso Edvandro Luiz Galvão Muniz, conhecido como “Lorão”, de 34 anos, integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
Ele é um dos acusados de participar do assassinato do 3º Sargento da Polícia Militar do Rio, Renato Liberato Neto, que atuava na Corregedoria da Polícia Militar e foi morto aos 44 anos no dia 24 de outubro de 2016, após ser reconhecido como policial durante um assalto em uma loja Americanas na Rua Sacadura Cabral, no Centro do Rio. Na ocasião, ele estava com a filha, que também sofreu ferimentos durante o ocorrido.
Leia também:
Niteroiense vence o Serrano na estreia da Série B1 do Carioca
Caravana de Arte e Lazer faz a festa no Porto Velho, em São Gonçalo
Dois criminosos, entre eles “Lorão”, invadiram o local comercial para roubar aparelhos celulares, rendendo clientes e funcionários e obrigando-os a se dirigir aos fundos do estabelecimento. Um dos assaltantes foi para o estoque enquanto o outro permaneceu no salão. Foi nesse momento que o policial chegou com sua filha e foi surpreendido por um dos criminosos. O sargento tentou impedir a ação criminosa quando o ladrão identificado pelo apelido de “Bolão”, que estava no estoque, apareceu e disparou contra o PM Renato Liberato e sua filha, que tinha apenas 10 anos.
O sargento foi atingido na cabeça, recebendo socorro e sendo levado ao Hospital Central da Polícia Militar (HCPM) no Estácio, onde não conseguiu sobreviver aos ferimentos. A filha, atingida na perna, foi socorrida e levada ao Hospital Municipal Souza Aguiar, sendo depois transferida também para o HCPM.
Após o crime, “Lorão” e “Bolão” (que já está preso) fugiram do local com a ajuda de dois comparsas, em duas motocicletas, que os aguardavam na saída da loja, tomando rumo à comunidade da Pedra do Sal, sem antes roubar o celular e a arma de fogo da vítima, o PM Renato.
Envolvido com o tráfico de drogas do Morro da Providência, no Centro do Rio e cumprindo pena no regime semiaberto, ele teve a concessão do direito de Visita Periódica ao Lar (VPL) pela Justiça, referente ao Indulto do Dia dos Pais em agosto deste ano, e não retornou à sua unidade prisional desde então, tornando-se assim um evadido do sistema penitenciário.
Em decorrência da evasão noticiada, foi emitido um Mandado de Prisão contra ele pela Vara de Execuções Penais (VEP), com o tipo de prisão sendo recaptura e o motivo sendo evasão, com tipificação penal pelo crime de latrocínio (roubo seguido de morte), pelo qual foi condenado a 20 anos de reclusão. Até a data atual, ele cumpriu 9 anos e 7 meses, restando uma pena de mais 10 anos e 5 meses, sob regime prisional semiaberto.
É importante destacar que, em um inquérito policial de março de 2015, da DPCA - Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, Edvandro era mencionado como responsável pela guarda e distribuição de drogas nos pontos de venda da quadrilha. Além disso, ele comercializava drogas em áreas conhecidas como "Casarão", "Adro" e "Valongo", todas localizadas no Centro do Rio.
A colaboração da comunidade é muito importante para ajudar as forças de segurança a encontrar criminosos que estão nas ruas de forma irregular. Se você notar atividades suspeitas ou souber onde está alguém que desobedece ordens judiciais, pode fazer uma denúncia de forma anônima e segura.
Para isso, use o Disque Denúncia do Rio de Janeiro pelo telefone 2253-1177. O serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Ele garante sigilo total sobre a identidade de quem liga.
Também é possível enviar informações:
pelo aplicativo do Disque Denúncia RJ ou
pelo WhatsApp Anonimizado /DD: (021) 2253-1177, uma técnica que remove ou muda detalhes que podem identificar a pessoa que faz a denúncia.