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PM é denunciado por matar homem desarmado durante perseguição em São Gonçalo

Relembre o caso

relogio min de leitura | Redação
Ministério Público do RJ
Ministério Público do RJ -

O policial militar Vinicius Vieira Moraes foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) pelo homicídio qualificado de Eduardo de Castro Ornellas, morto durante uma perseguição policial em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. O crime aconteceu no dia 31 de maio deste ano.

A denúncia foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP/MPRJ) e recebida pela 4ª Vara Criminal da Comarca de São Gonçalo nesta segunda-feira (24).


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Segundo o Ministério Público, Eduardo estava em uma motocicleta com a namorada na garupa quando os dois foram alvo de uma tentativa de abordagem policial. O homem teria acelerado, perdido o controle da moto e caído. Em seguida, passou a fugir a pé. A namorada permaneceu no local, ferida, enquanto Vinicius e outros policiais continuaram a perseguição.

De acordo com o GAESP, Eduardo estava desarmado quando foi atingido pelos disparos. Durante a perseguição, o policial teria gritado “vai morrer” mais de uma vez antes de efetuar dois tiros.

O segundo disparo atingiu Eduardo na região do pescoço e provocou sua morte. Conforme o Ministério Público, o tiro fatal foi efetuado pelas costas, o que teria dificultado qualquer possibilidade de defesa da vítima. As investigações reuniram imagens, perícias e depoimentos. O próprio policial militar teria admitido ter realizado os dois disparos.

Para o GAESP/MPRJ, o conjunto de provas indica que Eduardo estava em fuga e não portava arma no momento em que foi baleado.

Policial responderá por homicídio qualificado

Vinicius Vieira Moraes responderá por homicídio qualificado pelo recurso que teria dificultado a defesa da vítima e pelo emprego de arma de fogo de uso restrito. A pedido do Ministério Público, o policial também foi afastado cautelarmente das atividades operacionais armadas.

A denúncia ainda será analisada no decorrer do processo, e a responsabilização criminal do agente dependerá do julgamento e das demais etapas da ação penal.

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