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MP do RJ obtém prisão preventiva de bancário investigado por esquema de fraudes

Carlos Luiz Araujo Pelegrino é investigado por acessar ilegalmente sistemas informatizados, furto mediante fraude tentado e organização criminosa

relogio min de leitura | Redação 20 de julho de 2026 - 20:01
Ministério Público do RJ consegue prisão preventiva de bancário investigado por esquema de vazamento de dados e fraudes
Ministério Público do RJ consegue prisão preventiva de bancário investigado por esquema de vazamento de dados e fraudes -

O Núcleo de Atuação Perante as Centrais de Audiência de Custódia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (NACAC/MPRJ) obteve, durante audiência de custódia realizada neste sábado (18), a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva de Carlos Luiz Araujo Pelegrino, investigado por acessar ilegalmente sistemas informatizados, furto mediante fraude tentado e organização criminosa.

As investigações revelaram que Carlos, na condição de funcionário do Banco do Brasil, teria utilizado suas credenciais funcionais para acessar indevidamente sistemas internos da instituição e extrair dados sigilosos de correntistas, como nome, CPF, telefone, saldo e limite Pix. O destino dessas informações seria um servidor externo utilizado por uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias.

Segundo os relatórios técnicos, a ação alcançou 4.105 registros, envolvendo 2.898 contas distribuídas por 585 agências em todo o país, resultando em prejuízos estimados em cerca de R$ 1,43 milhão para os clientes.


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Durante a audiência de custódia, o NACAC/MPRJ manifestou-se pela conversão da prisão em preventiva, destacando a gravidade concreta dos fatos, a necessidade de garantia da ordem pública, a conveniência da instrução criminal e o risco de reiteração delitiva, diante dos indícios de participação do investigado em organização criminosa estruturada.

Na decisão, o Juízo destacou que o investigado teria se valido da posição de confiança exercida havia mais de 20 anos na instituição financeira para acessar e transmitir informações sigilosas de milhares de clientes, ressaltando a sofisticação do esquema e o elevado prejuízo causado.

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