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Polícia Civil mira esquema de venda de remédios falsificados para tratamento de câncer

Os medicamentos foram apreendidos e encaminhados à perícia

relogio min de leitura | Redação 16 de julho de 2026 - 14:24
Policiais civis cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Guadalupe e Vista Alegre, na Zona Norte do Rio
Policiais civis cumpriram seis mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Guadalupe e Vista Alegre, na Zona Norte do Rio -

Um grupo acusado de vender medicamentos falsificados utilizados no tratamento de câncer, foram alvos de uma operação da Polícia Civil, desta quinta-feira (16). No total, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Guadalupe e Vista Alegre, na Zona Norte do Rio.

Os agentes conduziram à delegacia, dois responsáveis pela empresa alvo das investigações. Os medicamentos foram apreendidos e encaminhados à perícia.


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As investigações apontaram que a empresa fornecia o medicamento conhecido como Imbruvica 140 mg, usado para o tratamento de alguns tipos de leucemia e linfoma, para hospitais e pacientes.

A Polícia Civil informou que, as investigações tiveram início depois de uma denúncia realizada pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF)

Ao longo das investigações, os policiais encontraram uma caixa do remédio sendo anunciada por R$34.920. A princípio, a substância teria o valor de R$23 mil. A corporação ainda mencionou que para realizar a compra seria necessário o pagamento antecipado.

A falsificação do medicamento foi confirmada depois de análise pelo fabricante e pela perícia. Os investigadores descobriram que o lote cadastrado na embalagem não constava nos registros da empresa responsável pela produção do fármaco.

Entenda como funcionava o esquema

De acordo com a Polícia Civil, a empresa alvo da investigação se mostrava como fornecedora de materiais médicos e hospitalares e operava em um local registrado como escritório.

Entretanto, os investigadores afirmam que a propriedade era utilizada como depósito e centro de distribuição de medicamentos, sem autorização específica para esse fim, não cumprindo as exigências sanitárias.

Ainda segundo os investigadores, também está sendo investigado a participação dos dois sócios da empresa. A polícia informou que uma das pessoas investigadas é enfermeira e o outro é um graduando de Direito. A investigação tenta esclarecer se eles usavam conhecimentos da área de saúde para aparentar legalidade ao negócio e facilitar o comércio dos medicamentos.

Todos os materiais apreendidos serão submetidos à perícia para averiguar a origem e autenticidade dos fármacos.

As pessoas investigadas na operação poderão responder por falsificação, corrupção e adulteração de produto com finalidade terapêutica ou medicinal, fora o crime contra as relações de consumo.

Os policiais dão continuidade nas investigações para identificar outros possíveis envolvidos e apurar se houve mais vítimas.

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