Homem que matou ex-companheira em Maricá morre após atirar contra si mesmo
De acordo com informações, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento

O homem de 55 anos que atirou e matou a ex-companheira na manhã desta sexta-feira (3), em Maricá, também morreu após disparar contra si mesmo. O crime aconteceu no bairro Flamengo. Os dois chegaram a ser socorridos e levados para o Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara. Natália da Silva Figueiredo, de 36 anos, morreu assim que chegou à unidade. O homem, identificado como Alexander de Souza Porto Neves, chegou a ser internado em estado grave, entubado, mas morreu posteriormente.
De acordo com informações, o suspeito não aceitava o fim do relacionamento. Segundo a polícia, o crime ocorreu por volta das 5h. Um familiar da vítima, que mora em um imóvel vizinho, relatou ter ouvido um disparo e foi até a residência. Ao chegar, encontrou Natália caída no chão, ainda com sinais de vida, enquanto o criminoso estava ao lado dela, com um revólver próximo ao corpo.
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A principal linha de investigação aponta que ele atirou contra a ex-companheira e, em seguida, efetuou um disparo contra si. Policiais militares foram acionados para a ocorrência e, em seguida, o caso foi encaminhado para a Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG), que ficará responsável pelas investigações. O caso segue em apuração.
Nota de repúdio
A Secretaria de Políticas e Defesa dos Direitos das Mulheres manifesta profundo pesar e repúdio diante do feminicídio ocorrido na manhã desta sexta-feira (03), em Maricá, que vitimou uma mulher de 36 anos.
Recebemos essa notícia com indignação e tristeza. Cada feminicídio representa uma grave violação dos direitos humanos e evidencia a urgência do fortalecimento das políticas públicas de prevenção, proteção e enfrentamento à violência contra as mulheres.
Neste momento de dor, nos solidarizamos com os familiares, amigos e todas as pessoas impactadas por essa perda irreparável. Reafirmamos nosso compromisso com a defesa da vida das mulheres.
Nenhuma mulher deve perder a vida por exercer o direito de viver com liberdade, dignidade e segurança. O combate à violência de gênero é uma responsabilidade de toda a sociedade.
Se você ou alguma mulher que conhece está em situação de violência, procure ajuda. A rede de proteção está preparada para acolher, orientar e encaminhar cada caso. Feminicídio é crime. O silêncio também mata. Denuncie. Ligue 153 ou 180, em situações de emergência, 190.