Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,169 | Euro R$ 5,8865
Search

Banco Digimais, de Edir Macedo, é alvo de operação da Polícia Federal

Justiça autoriza bloqueio de R$ 670 milhões dos investigados

relogio min de leitura | Redação 23 de junho de 2026 - 10:21
De acordo com a PF, o banco teria utilizado fundos de investimento para ocultar um rombo bilionário e inflar artificialmente seu patrimônio.
De acordo com a PF, o banco teria utilizado fundos de investimento para ocultar um rombo bilionário e inflar artificialmente seu patrimônio. -

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (23), a Operação Miragem para investigar um suposto esquema de fraude no Banco Digimais. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados.

Segundo a PF, o banco teria utilizado fundos de investimento para ocultar um rombo bilionário e inflar artificialmente seu patrimônio.

Entre os investigados está o líder da Igreja Universal, Edir Macedo, dono do banco. Ele não foi alvo de mandados de busca por morar fora do Brasil.


Leia também: 

Polícia Civil investiga roubo de moto em frente a shopping de Niterói

Ferro-velho irregular é interditado em Cabo Frio


Também foram alvos de buscas dirigentes e executivos ligados ao Digimais, incluindo o bispo João Urbaneja, seu filho Thiago Urbaneja, além dos executivos Marcelo de Lima Brasil, João Alves de Campos e Rodrigo Ruggero.

De acordo com as investigações, após Edir Macedo assumir o controle do banco, houve um grande foco em crédito consignado e financiamento de veículos. Após um período inicial de crescimento, a instituição teria registrado uma deterioração financeira significativa.

A PF aponta ainda que, entre 2023 e 2024, o banco passou a oferecer Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com remuneração superior a 110% do CDI. Os investigadores suspeitam que ativos ligados ao Banco Master foram superavaliados para mascarar problemas financeiros e permitir novas captações de recursos.

A operação também teve como alvos José Roberto Giancoli Filho e Rodrigo Balassiano, responsáveis pela gestora ID, que administrava fundos relacionados ao banco.

Matérias Relacionadas