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Polícia Civil realiza operação contra traficantes do CV envolvidos na morte de adolescente em Guaratiba

As diligências ocorrem nas comunidades César Maia, Coroado e Fontela, em Vargem Pequena

relogio min de leitura | Redação 19 de junho de 2026 - 10:25
As investigações conduzidas pela DHC
As investigações conduzidas pela DHC -

Policiais civis da Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), deflagraram, nesta sexta-feira (19/06), uma operação para capturar os envolvidos no homicídio de um adolescente de 14 anos que foi torturado e encontrado esquartejado em Guaratiba. Além de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão, a ação visa combater a expansão do Comando Vermelho nas Zonas Sudoeste e Oeste do Rio. As diligências ocorrem nas comunidades César Maia, Coroado e Fontela, em Vargem Pequena.

As investigações conduzidas pela DHC apontaram que Ronaldo Henrique Souza Peixoto, de 14 anos, era morador de Senador Camará e esteve na Comunidade César Maia na companhia de dois amigos adolescentes para encontrar a namorada de um deles, no dia 29 de março. Quando o grupo deixava o local, foi interceptado por criminosos armados e levado de volta para o interior da comunidade. De acordo com as apurações, os três jovens foram submetidos a uma sessão de tortura e dois deles conseguiram escapar, mas Ronaldo permaneceu desaparecido. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado esquartejado em Guaratiba.


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A partir de um intenso trabalho investigativo, que incluiu a realização de oitivas, diligências de campo e análise de informações de inteligência, os agentes identificaram quatro adultos como responsáveis diretos do crime, além do envolvimento de um menor. Com base nas provas reunidas, a DHC representou pela prisão do grupo e apreensão do adolescente.

Durante as diligências, a DHC também identificou a Comunidade César Maia como uma das principais bases operacionais utilizadas pelo Comando Vermelho para expandir a sua atuação nas regiões da Zona Oeste e Sudoeste da capital. Segundo os agentes, a região vem sendo utilizada como ponto estratégico para planejamento, abrigo e fuga de criminosos envolvidos em ataques e homicídios registrados na região.

As apurações revelaram ainda conexões entre integrantes da comunidade e outros crimes ocorridos na capital. Entre eles, o assassinato do policial civil João Pedro Marquini, em março de 2025. Criminosos do Comando Vermelho, que retornavam de um ataque a grupos milicianos em Santa Cruz, tentaram roubar os automóveis do agente e de sua esposa. Ele foi assassinado no local e os criminosos fugiram para a Comunidade César Maia, onde o carro utilizado no crime foi localizado.

Outro caso foi a morte do casal Igor Dante Santos e Ariane Anselmo Cortes, que estava grávida, em abril deste ano, na Comunidade do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes. Na ocasião, dois traficantes confundiram as vítimas com milicianos e os executaram a tiros. Em ambos os casos, as investigações apontaram que os autores tinham ligação com a estrutura criminosa instalada na César Maia.

Em outros casos de homicídios ocorridos na região de Guaratiba, área com atuação de grupo miliciano, os agentes constataram indícios de que os crimes foram praticados por traficantes do Comando Vermelho, que se utilizam da Comunidade César Maia como base para os ataques.

Além de buscar a responsabilização dos envolvidos no assassinato do adolescente, a operação desta sexta tem mira a organização criminosa atuante na Comunidade César Maia, em Vargem Pequena.

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