Marcelo e Edivan: Conheça os dois trabalhadores mortos no Jardim Catarina na manhã desta quarta-feira (27); Vídeo
Moradores e familiares afirmam que não houve confronto no momento dos disparos

A morte de dois homens na manhã desta quarta-feira (27), no Jardim Catarina, em São Gonçalo, gerou forte comoção entre moradores da região. Marcelo da Cruz Silva, de 41 anos, e Edivan Felipe de Assis, de 46, foram descritos por familiares e vizinhos como pessoas dedicadas ao trabalho e à família.
Os dois haviam saído de casa para trabalhar quando foram baleados. Segundo relatos, Edivan, que era o comerciante atuava também como ajudante de Marcelo, em busca de complementar a renda. Marcelo atuava como pedreiro e mantinha uma rotina de trabalho intensa. De acordo com moradores, ele saía cedo de casa diariamente e era reconhecido pelo compromisso com o serviço.
“Ele era um ótimo pedreiro, conhecido por todos aqui. Saía de manhã para trabalhar e, nos fins de semana, aproveitava com a família”, contou um morador. Ele deixa esposa, filho e a mãe que está doente. A morte gerou revolta entre moradores, que questionam a forma como a ação foi conduzida. “Na mochila tinha ferramentas e marmitas. Poderiam ter abordado, perguntado para onde iam”, afirmou.

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Edivan Felipe de Assis, de 46 anos, dividia a rotina entre o trabalho como pedreiro e o comércio que mantinha com a esposa, um bar e uma pensão na comunidade. Segundo a família, ele havia começado a trabalhar com Marcelo há cerca de três dias. A cunhada de Edivan, Sueli Rodrigues, fez um relato emocionado sobre quem ele era: “Ele trabalhava com a minha cunhada no bar e na pensão. Era um homem muito trabalhador, fazia de tudo para ajudar em casa.”
Segundo ela, Edivan era conhecido pelo jeito alegre e pela facilidade de fazer amizades. “Era um cara sensacional, muito divertido. Todo mundo gostava dele.” Edivan deixa esposa e uma filha de 14 anos. Recentemente, havia se tornado avô de um bebê de três meses, o que, segundo a família, era motivo de grande felicidade. “Ele estava muito feliz com o neto. É uma dor muito grande, porque ele não vai poder ver essa criança crescer”, disse a cunhada.
Moradores e familiares afirmam que não houve confronto no momento dos disparos, o que aumenta a indignação na comunidade.