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Licitação de R$ 70 milhões para novo helicóptero da PM é suspensa por indícios de fraude

Governo do RJ identifica elos entre empresas concorrentes e apura se aeronave militar teria peças usadas

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 10 de maio de 2026 - 11:15
O Governo do Rio de Janeiro investiga possíveis irregularidades na disputa pela licitação e a chance da aeronave conter peças usadas
O Governo do Rio de Janeiro investiga possíveis irregularidades na disputa pela licitação e a chance da aeronave conter peças usadas -

O Governo do Rio de Janeiro suspendeu a compra de um helicóptero militar modelo Sikorsky UH-60L Black Hawk , após indícios de ligação entre empresas concorrentes e suspeita da aeronave conter peças usadas.

O processo de licitação do helicóptero Black Hawk se iniciou em 2024 e o objetivo da compra era reforçar a PM em operações em áreas consideradas de alto risco, substituindo o atual modelo conhecido como “Caveirão do Ar”. O valor da aquisição girava em torno de US$ 12,6 milhões, equivalente a R$ 70,3 milhões na cotação da época da assinatura da compra. 


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A legalidade da disputa pela licitação foi questionada após a descoberta de que as empresas envolvidas tinham donos ligados por parentesco. A Blue Air venceu a licitação, mas o seu diretor é sobrinho de Fernando Telles, o "Tico-Tico", que representava a outra empresa na disputa, a Flyone. Essa proximidade entre as duas concorrentes levantou a suspeita de que não houve uma competição real pelo contrato.

O valor apresentado também chamou a atenção do governo por estar muito baixo. Enquanto a Força Aérea Brasileira (FAB) pagou cerca de US$ 20,9 milhões por cada helicóptero desse tipo em 2025, a proposta feita ao Rio foi de US$ 12,6 milhões. A diferença dos preços gerou a desconfiança de que a aeronave pudesse estar com peças velhas ou usadas.

Outro fato que contribuiu para a suspensão da compra é o histórico das empresas na disputa da licitação. A Flyone é investigada pelo Ministério Público por acidentes envolvendo suas aeronaves no Acre, ligadas a contratos de transporte de alimentos e remédios para povos indígenas.

O governo estadual explicou, em nota, que essa compra faz parte de uma lista de contratos que estão passando por um "pente-fino" a mando do governador em exercício, Ricardo Couto. Enquanto essa avaliação não termina, o negócio continua suspenso.

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