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Brasileiro detido em missão humanitária deixa prisão em Israel e aguarda deportação

Ativista Thiago Ávila foi liberado neste sábado após dias sob custódia israelense; governo brasileiro acompanha retorno ao país

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 09 de maio de 2026 - 18:08
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O ativista brasileiro Thiago Ávila foi libertado neste sábado (9) pelas autoridades de Israel e deverá ser deportado para o Brasil nos próximos dias. Integrante da flotilha humanitária Samud, ele participava de uma missão de apoio à população da Faixa de Gaza quando foi detido no Mediterrâneo.

De acordo com a defesa do brasileiro, Ávila já deixou a unidade de detenção acompanhado por representantes da diplomacia brasileira. O trajeto e a data exata de retorno ao Brasil, porém, ainda não foram divulgados. O ativista espanhol Saif Abukeshek, que fazia parte da mesma ação humanitária, também foi liberado.


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A informação foi confirmada pela Adalah, entidade responsável por acompanhar juridicamente o caso. Segundo a organização, os dois ativistas permanecerão sob custódia das autoridades migratórias israelenses até a conclusão do processo de deportação.

A defesa sustenta que Thiago Ávila estava detido desde o fim de abril após uma operação envolvendo embarcações civis que navegavam em águas internacionais entre a Itália e a Grécia. Os organizadores da missão alegam que os participantes transportavam ajuda humanitária destinada à população palestina.

Ainda segundo os advogados, os ativistas ficaram em isolamento durante o período de detenção e enfrentaram condições consideradas severas, apesar do caráter civil da ação. Em protesto, ambos iniciaram greve de fome. Saif Abukeshek teria agravado a manifestação ao recusar ingestão de água em determinado momento da prisão.

Relatos da flotilha apontam que a interceptação ocorreu há cerca de uma semana e envolveu dezenas de embarcações. Participantes afirmam que houve uso de armamento, apontamento de lasers e apreensão de celulares durante a abordagem.

Pelo menos 34 integrantes da missão precisaram de atendimento médico após a ação. Conforme a defesa, Thiago Ávila não recebeu autorização para desembarcar junto aos demais participantes e acabou sendo levado à força para território israelense.

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