Instagram Facebook Twitter Whatsapp
Dólar R$ 5,075 | Euro R$ 5,9281
Search

MPRJ leva a júri popular nesta quinta-feira (9) os executores do homicídio de Fernando Iggnacio

A sessão está prevista para começar às 11 horas, no auditório do 1º Tribunal do Júri

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 09 de abril de 2026 - 11:22
Fernando de Miranda Iggnacio, foi executado em novembro de 2020, no estacionamento de um heliponto
Fernando de Miranda Iggnacio, foi executado em novembro de 2020, no estacionamento de um heliponto -

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) participa, nesta quinta-feira (9), do julgamento de um dos casos de maior repercussão ligados à disputa pelo controle do jogo do bicho no estado, o assassinato de Fernando de Miranda Iggnacio, executado em novembro de 2020, no estacionamento de um heliponto, no Recreio dos Bandeirantes. Serão levados a júri popular Rodrigo Silva das Neves, Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, acusados de terem praticado os atos de execução do homicídio do contraventor Fernando Iggnacio, a mando de Rogério de Andrade. A sessão está prevista para começar às 11 horas, no auditório do 1º Tribunal do Júri.

No processo que apura a conduta de Rogério de Andrade e Gilmar Eneas Lisboa, denunciados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRJ), as testemunhas já foram ouvidas, e o processo está na fase final antes da sentença. De acordo com as investigações do GAECO/MPRJ, o crime está inserido em uma longa e violenta disputa entre grupos rivais do jogo do bicho. A vítima, Fernando Iggnacio, e o apontado mandante, Rogério de Andrade, eram, respectivamente, genro e sobrinho do contraventor Castor de Andrade, figura histórica da contravenção no Rio.


Leia também: 

Hospital Estadual Alberto Torres (Heat), em São Gonçalo, inicia campanha emergencial de doação de sangue

Som Doce da Grota, em Niterói, apresenta concerto “Brasil de todos os tempos” no Solar do Jambeiro


Por sua vez, Gilmar Eneas Lisboa teve papel fundamental na execução, sendo responsável por monitorar a rotina da vítima na cidade de Angra dos Reis até o momento do crime, mantendo a interlocução com Marcio Araújo de Souza, comandante-geral da segurança de Rogério de Andrade.

O caso teve reviravoltas ao longo da investigação. Em março de 2021, o MPRJ chegou a denunciar Rogério de Andrade pelo mesmo homicídio, mas, em fevereiro de 2022, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o trancamento da ação penal por insuficiência de provas quanto à sua participação como mandante.

A partir de um novo Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o GAECO/MPRJ reuniu novos elementos que apontam não apenas para a dinâmica da execução, mas também para a escalada de violência decorrente da disputa entre os grupos criminosos, resultando na denúncia contra o mandante, Rogério de Andrade, e contra Gilmar Eneas. A expectativa é que o julgamento dos executores se estenda por mais de um dia.

Matérias Relacionadas