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Disputa por bens de mestre Paulinho Sabiá pode ter motivado sua morte

Depoimentos indicam que, dias após o enterro, houve uma discussão entre Adriana e a namorada de Paulinho por causa de bens

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 09 de abril de 2026 - 09:05
Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda foi detida após depoimento de suspeito que participou da emboscada em Niterói
Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda foi detida após depoimento de suspeito que participou da emboscada em Niterói -

A investigação sobre a morte do mestre de capoeira Paulinho Sabiá, assassinado em fevereiro em Niterói, aponta que o crime foi motivado por interesses financeiros ligados ao patrimônio da vítima. A irmã dele, Adriana Souza Possobom Aragão de Miranda, foi presa suspeita de ter encomendado o homicídio.

Depoimentos indicam que, dias após o enterro, houve uma discussão entre Adriana e a namorada de Paulinho por causa de bens como imóveis, veículos e dinheiro guardado. Segundo a polícia, a suspeita já demonstrava interesse nesses valores e teria tentado acessar rapidamente os pertences do irmão.

“Foi uma motivação financeira. A Adriana já havia sido investigada anteriormente por um furto que a vítima [Paulinho] sofreu com relação a valores que ele tinha por hábito guardar, tanto em casa, quanto no estabelecimento que ele possuía”, disse o delegado Willians Batista ao G1, que dirigia a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí na época do crime.


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As investigações também revelaram que Paulinho vinha sendo monitorado. Informações sobre sua rotina teriam sido repassadas aos criminosos, o que facilitou tanto uma tentativa de assassinato anterior quanto a execução, ocorrida dois dias depois.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG)
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNISG) |  Foto: Divulgação

Um dos envolvidos no crime já foi preso e confessou participação, apontando Adriana como mandante. O atirador ainda está foragido, e a polícia continua as buscas para identificar e prender todos os responsáveis.

Na delegacia, a Adriana não quis prestar depoimento. Ela afirmou que só vai falar depois que o advogado dela tiver acesso ao processo

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