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Família lamenta perda de Mestre Paulinho Sabiá, vítima de homicídio em Icaraí

Família afirma que capoeirista não tinha inimigos; crime ocorre dias após tentativa de homicídio frustrada durante o Carnaval

relogio min de leitura | Escrito por Renata Sena | 19 de fevereiro de 2026 - 11:56
A família agora aguarda o andamento das investigações e a liberação do corpo para o sepultamento
A família agora aguarda o andamento das investigações e a liberação do corpo para o sepultamento -

A família do mestre de capoeira Paulo Cesar da Silva Souza, conhecido como Mestre Paulinho Sabiá, ainda tenta compreender o que teria motivado o assassinato do capoeirista, morto a tiros em Icaraí, na última quarta-feira (18). Para a irmã, Adriana Possobom, não havia qualquer indício de ameaça ou inimizade que justificasse o crime.

“Meu irmão era uma pessoa muito querida, muito amada, muito respeitada. A vida dele foi a capoeira. Ele sempre lutou por isso”, afirmou.

Segundo Adriana, o mestre era reconhecido dentro e fora das rodas de capoeira, sendo visto como um pacificador. Ela relembra que, nos anos 1980, quando a prática era marcada por rivalidades mais intensas, o irmão sempre defendeu o diálogo e a valorização cultural da modalidade.

Para a irmã, Adriana, não havia qualquer indício de ameaça ou inimizade que justificasse o crime
Para a irmã, Adriana, não havia qualquer indício de ameaça ou inimizade que justificasse o crime |  Foto: Layla Mussi

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“A gente não sabe quem pode ter feito isso, porque ele não tinha inimigos. Era incapaz de fazer mal a alguém”, disse.

A irmã também confirmou que, dias antes do assassinato, ele havia sofrido uma tentativa de homicídio. Durante o Carnaval, enquanto caminhava por Icaraí, um homem teria tentado atirar contra ele, mas a arma falhou. O caso foi registrado na 77ª DP. Na ocasião, segundo familiares, o mestre acreditou que pudesse se tratar de uma ação isolada ligada ao tumulto do período festivo.

Na quarta-feira, porém, o ataque foi fatal. Paulinho Sabiá estava no banco do carona de um carro dirigido pela esposa, parado no sinal da Avenida Sete de Setembro com a Rua Lemos Cunha, quando dois homens em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram diversos disparos. Ele foi atingido três vezes e morreu no local.

A família agora aguarda o andamento das investigações e a liberação do corpo para o sepultamento, que deve reunir alunos e admiradores de diferentes estados.

“Foi uma brutalidade, uma coisa que não sei descrever”, lamentou a irmã.

O caso segue sob investigação de agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo, que buscam identificar o autor do crime e esclarecer a motivação da execução.

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