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Polícia Militar aposenta coronel preso por matar a esposa

A aposentadoria do coronel foi publicada no Diário Oficial e acontece em meio a análise de demissão

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 02 de abril de 2026 - 17:51
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é preso acusado de matar a esposa
Tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto é preso acusado de matar a esposa -

A Polícia Militar aposentou o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, preso acusado de matar a esposa, a policial militar Gisele Santana com um tiro na cabeça. A corporação irá pagar integralmente o salário do oficial como forma de pensão. 

De acordo com o Portal de Transparência do governo do estado, o coronel ganhou em fevereiro de 2026 um salário bruto de R$ 28.946,81, além de um abono de R$ 2.995,43. 

Geraldo Neto foi preso no dia 18 de maio acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça no apartamento do casal em São Paulo. Inicialmente o caso foi registrado como suicídio, mas contradições fizeram a polícia investigar o caso como um crime de feminicídio. O tenente-coronel segue sustentando a versão que a esposa tirou a própria vida.


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A decisão de aposentar o oficial acontece na mesma semana que o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Osvaldo Nico Gonçalves, informou que havia mandado instaurar um conselho deliberativo para analisar a demissão de Geraldo Neto da corporação. 

A prisão do oficial foi solicitada pela Polícia Civil no dia 17 de março, após o resultado dos laudos descartar a hipótese de suicídio sustentada por ele. O coronel foi preso na manhã do dia 18, exatamente um mês após a morte da esposa.

A perícia policial conseguiu também recuperar mensagens que foram apagadas pelo tenente em conversas com Gisele Alves, um dia antes de sua morte. Os diálogos desmentem a versão sustentada por Geraldo de que a esposa não aceitava o divórcio e por isso teria cometido o suicídio. De acordo com o relatório do 8º Distrito Policial (Brás), “demonstra, mais uma vez, que o indiciado manuseou o celular da vítima, apagando as conversas para sustentar sua versão de que seria o responsável pelos pedidos de separação, e não a vítima”.

Horas antes de ser baleada, Gisele escreveu que concordava com o divórcio. “Tem todo o direito de pedir o divórcio. Pode entrar com o pedido essa semana”.

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