Caso Andrea Charret: acusado é interrogado e sentença deve sair no próximo mês
Andrea foi executada em 31 de março de 2025

A Audiência de Instrução e Julgamento (AIJ) do caso da nutricionista Andrea Cabral Monteiro Charret, assassinada a tiros, em Itaguaí, Baixada Fluminense, aconteceu na última quarta-feira (01), com a oitiva das testemunhas e o interrogatório do principal acusado, Matheus Pareto da Silva, de 24 anos.
Com o fim desta etapa, o processo entra agora na fase de alegações finais, onde as partes terão um prazo de cerca de 30 dias para apresentar suas manifestações antes da decisão do juiz, que deverá proferir a sentença na sequência.
Durante a audiência, Matheus foi ouvido e respondeu aos questionamentos da Justiça. Ele é apontado pelas investigações como o autor do assassinato de Andrea.

Ao final da sessão, o advogado da família, que atua como assistente de acusação, afirmou ter saído confiante com o andamento do processo.
“Temos elementos robustos quanto a autoria do crime. Estamos confiantes que o Matheus será condenado”, falou advogado criminalista Marco Antônio Faria de Souza.
O caso remonta ao dia 31 de março do ano passado, quando Andrea, de 54 anos, foi morta a tiros logo após deixar a casa do namorado, em Itaguaí, na Baixada Fluminense. O corpo foi encontrado às margens de uma rodovia, poucos minutos após ela sair de um condomínio onde havia passado o final de semana.
O carro e o celular da vítima foram levados, mas pertences pessoais, como documentos e cartões, permaneceram com ela, o que levantou questionamentos sobre a motivação do crime.
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Matheus Pareto da Silva, de 24 anos, que era genro do namorado de Andrea, foi identificado após análise de imagens de câmeras de segurança e outros elementos reunidos ao longo da investigação. Ele foi preso dias depois, no Morro do Papagaio, comunidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, controlada pelo Comando Vermelho (CV).
Na primeira fase da audiência de instrução a ex-namorada do acusado e enteada da Andrea já havia sido ouvida. Nessa última fase foram ouvidos o delegado, responsável pela investigação, o namorado da Andrea, além do homem que comprou o celular que foi furtado da vítima. O interrogatório de Matheus fechou a Instrução. Ele não foi para o Tribunal do Júri, pois não está sendo julgado pelo crime de homicídio. O Ministério Público ofereceu a denúncia dos crimes de roubo qualificado pelo emprego de arma de fogo e extorsão mediante sequestro com resultado morte. Matheus pode ser condenado a pena mínima de 32 anos.
Apesar do avanço do processo, a família ainda aguarda respostas sobre a dinâmica completa do crime e a possível participação de outras pessoas. A expectativa agora é pela decisão da Justiça, que deve definir os próximos passos do caso.