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Caso Rhuan Rodrigues: Justiça decide que tenente da PM vai a júri popular por morte de jovem aos 20 anos

Segundo os promotores, a conduta demonstra descaso pela vida humana

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 26 de março de 2026 - 12:14
Rhuan Rodrigues Pereira, de 20 anos
Rhuan Rodrigues Pereira, de 20 anos -

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu levar a júri popular o tenente da Polícia Militar Marcos Gabriel Silva Mendes, pelo homicídio do empresário Rhuan Rodrigues Pereira, de 20 anos, que aconteceu em agosto de 2024, em São Gonçalo, na região Metropolitana. O jovem foi baleado por três disparos nas costas enquanto dirigia na Rua Heitor Rodrigues, no bairro Porto do Rosa, próximo à BR-101. Ele havia saído do aniversário da mãe e seguia para um show de pagode ao lado do primo, Lucas, que estava no banco de passageiro do veículo. Segundo testemunhas, duas amigas de Rhuan, que estavam em uma motocicleta, presenciaram toda a abordagem policial, que ocorreu com sirene e giroflex desligados, dificultando a percepção do procedimento pela vítima.

A decisão foi deferida pela 4ª Vara Criminal, atendendo ao pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Para a acusação, há indícios de que o crime foi cometido por motivo torpe e com o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, circunstâncias que agravam a tipificação do homicídio.


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Ainda de acordo com o MPRJ, a ação do policial foi motivada por suspeita de envolvimento do veículo de Rhuan com atividades criminosas. Segundo os promotores, a conduta demonstra descaso pela vida humana, justificando a passagem ao julgamento popular. O policial afirmou que teria havido um tiroteio iniciado por criminosos no Complexo do Salgueiro no momento da abordagem, tese que será avaliada durante o processo.

Fernanda Rodrigues Garcia, mãe de Rhuan, comemorou os avanços nas etapas judiciais, ela tem dedicado esforços para manter a atenção ao caso e cobrar justiça pelo filho. Rhuan era conhecido por ser um jovem trabalhador e empreendedor, atuando como gerente de uma loja de roupas e sócio de um depósito de bebidas. O julgamento pelo tribunal do Júri ainda não tem data marcada, e na sessão, cidadãos decidirão a culpabilidade do policial com base nas provas apresentadas.

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