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Preso em Itaboraí acusado de envolvimento em desaparecimento e homicídio de vigilante

No dia 21 de fevereiro, familiares e amigos passaram a considerar Maximiliano Pina Júlio desaparecido após ele sair de casa pela manhã para assumir o plantão e não retornar

relogio min de leitura | Escrito por Renata Sena | 13 de março de 2026 - 14:24
Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) investiga o caso
Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG) investiga o caso -

Acusado de participar do homicídio do segurança Maximiliano Pina Júlio, de 41 anos, um homem foi preso em Itaboraí, na manhã desta sexta-feira (13) , por agentes da Divisão de Homicídios de Niterói, Itaboraí e São Gonçalo (DHNISG). De acordo com a polícia, outro homem apontado como envolvido no crime está foragido.

Bruno Cordeiro Gomes de Souza foi localizado e preso no bairro Aldeia da Prata, em Itaboraí, em cumprimento a mandado de prisão. De acordo com a polícia, outro homem apontado como envolvido no caso, Marcelo São Paio de Figueiredo, não foi encontrado durante as diligências e é considerado foragido.

Maximiliano trabalhava como vigilante da empresa Flystar Segurança e atuava no Horto do Fonseca, na Zona Norte de Niterói, nas dependências da PESAGRO/EMATER. Ele morava em Inoã, no município de Maricá.

No dia 21 de fevereiro, familiares e amigos passaram a considerá-lo desaparecido após ele sair de casa pela manhã para assumir o plantão e não retornar. Inicialmente, acreditava-se que o segurança não teria chegado ao local de trabalho.

No entanto, as investigações da polícia indicaram que Maximiliano, na verdade, assumiu o serviço naquele dia. Imagens de câmeras de segurança e mensagens enviadas em grupos internos da empresa confirmaram que ele chegou ao posto de trabalho de motocicleta e informou aos colegas que havia iniciado o plantão.

Segundo a investigação, Bruno, que também trabalhava como vigilante e estaria aguardando a rendição do plantão, e Marcelo estariam no local aguardando a chegada da vítima. Pouco tempo depois, câmeras de segurança registraram os dois colocando, possivelmente, o corpo de Maximiliano dentro de um veículo.

Após cruzamento de dados com o Centro Integrado de Segurança Pública de Niterói, os agentes identificaram a placa do carro utilizado. O veículo pertence a uma empresa de segurança privada cujo proprietário é o próprio Marcelo.

A motocicleta de Maximiliano foi encontrada abandonada em outra rua no bairro Fonseca. A polícia apurou que o veículo teria sido deixado no local pelo próprio Marcelo, numa tentativa de dificultar a investigação. Ainda segundo os investigadores, Bruno também teria contribuído para confundir a apuração ao afirmar a outras pessoas que a vítima não havia assumido o plantão naquele dia.

Maximiliano saiu de casa, em Inoã, Maricá, com destino ao Horto do Fonseca, na Zona Norte de Niterói, onde trabalhava em regime de plantão de 12 horas
Maximiliano saiu de casa, em Inoã, Maricá, com destino ao Horto do Fonseca, na Zona Norte de Niterói, onde trabalhava em regime de plantão de 12 horas |  Foto: Divulgação

Até o momento, o corpo de Maximiliano não foi localizado. A polícia segue realizando diligências para esclarecer a motivação do crime e encontrar a vítima.

Marcelo São Paio de Figueiredo segue foragido. Segundo a polícia, ele já possui passagem por homicídio e chegou a ser preso pela própria Delegacia de Homicídios em 2015.

Bruno foi levado para a Delegacia de Homicídios e, após os procedimentos de praxe, será encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça.


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