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Lixão clandestino ligado ao Comando Vermelho é alvo de operação da Polícia Civil

A operação se estende por diferentes municípios do estado como São Gonçalo e Duque de Caxias. Até mesmo uma região de Minas Gerais é alvo da ação

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 13 de março de 2026 - 10:10
Lixão clandestino é encontrado em Jardim Gramacho, Duque de Caxias
Lixão clandestino é encontrado em Jardim Gramacho, Duque de Caxias -

Policiais civis da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), realizam na manhã desta sexta-feira (13) uma operação para investigar um esquema de descarte clandestino de lixo em Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, localizado na Baixada Fluminense.

A ação policial investiga uma estrutura acusada de promover o descarte ilegal de resíduos sólidos em regiões clandestinas. Até o momento cumpriu 86 mandados de busca e apreensão na capital, Duque de Caxias, Magé, Belford Roxo, Mesquita, São João de Meriti, São Gonçalo, Paracambi, Seropédica, Resende e Paty do Alferes, além de um município em Minas Gerais. Duas pessoas já foram presas em flagrante.


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As investigações encontraram um fluxo constante de caminhões fazendo despejo ilegais na localidade. Ao longo das diligências, foram identificados acessos clandestinos para a entrada dos caminhões e caminho direto para regiões de manguezal, ecossistemas ambientalmente protegidos.

Na área onde os lixos são despejados, há um CTR (Centro de Tratamento de Resíduos), contudo, perícias apontaram que uma associação estava recebendo materiais fora da localidade licenciada. Além deste lugar, os agentes também identificaram outros três locais usados para descarte irregular.

As investigações indicam ligação entre o grupo investigado e o Comando Vermelho (CV), que teria permitido que a atividade continuasse além de uma possível cobrança para acessarem as localidades usadas para o despejo do material.

Os investigadores afirmam que o descarte irregular seria uma parcela de um mercado ilícito focado na redução de custos operacionais. A área correta para o descarte de resíduos fica a aproximadamente 70 quilômetros da região, com apenas uma hora de deslocamento. A viagem até o local correto de descarte teria um custo de cerca de R$ 654, levando em consideração o combustível e transporte de carga.

O custo do descarte ilegal investigado teria um custo de R$ 25 por caminhão. A redução dos valores seria o motivo para a utilização das áreas clandestinas.

A ação policial busca recolher provas, identificar os envolvidos e desmembrar a estrutura criminosa considerada como a responsável pela expansão dos lixões clandestinos na localidade. Além disso, a intenção também é responsabilizar os envolvidos no esquema e apurar os impactos ambientais e à saúde pública.

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