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Operação da PF prende delegado suspeito de ligação com tráfico internacional

Estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 09 de março de 2026 - 13:56
A prisão faz parte da “Operação Anomalia”, realizada pela própria Polícia Federal
A prisão faz parte da “Operação Anomalia”, realizada pela própria Polícia Federal -

Fabrizio Romano, delegado da Polícia Federal, foi preso na manhã desta segunda-feira (9), suspeito de fazer parte de um grupo criminoso que negociava vantagens indevidas para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas. A prisão faz parte da “Operação Anomalia”, realizada pela própria Polícia Federal.

Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e três mandados de busca e apreensão na cidade do Rio de Janeiro. Além disso, também foram determinadas medidas cautelares, como o afastamento do delegado do cargo público. As decisões foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).


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Segundo as investigações, os suspeitos teriam formado um grupo para cometer crimes contra a administração pública e ajudar interesses ligados ao tráfico internacional de drogas. Ainda de acordo com as apurações, o esquema contava com a participação de um ex-secretário de estado e advogados, que atuariam como intermediários para facilitar favores e repassar dinheiro em espécie ao delegado da Polícia Federal investigado. Em troca, ele teria fornecido informações e usado sua influência dentro da instituição. 


As investigações também apontam a participação de um suspeito com histórico criminal, que teria ajudado na articulação política e operacional das ações em Brasília. Os investigados responderão, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de capitas.

A ação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, instituída em cumprimento ao Acórdão da ADPF 635, que visa assegurar a atuação uniforme e coordenada da Polícia Federal na produção de inteligência e repressão aos principais grupos criminosos violentos no estado do Rio, com foco especial na desarticulação de suas conexões com agentes públicos e políticos.

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