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Quatro são procurados por estupro coletivo contra adolescente em Copacabana

O caso ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 01 de março de 2026 - 09:05
Disque Denúncia pede ajuda para localizar acusados de estupro coletivo no Rio
Disque Denúncia pede ajuda para localizar acusados de estupro coletivo no Rio -

O Disque Denúncia (2253-1177) divulga, neste domingo (01), um cartaz para auxiliar nas investigações da 12ª DP (Copacabana), a fim de obter informações que levem à localização e prisão de quatro homens envolvidos em um crime de “estupro coletivo”, que ocorreu na noite do 31 de janeiro deste ano, contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. São eles: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos; Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18; Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19, e João Gabriel Xavier Bertho, de 19. Todos são considerados foragidos da Justiça. 

O caso ocorreu na noite de 31 de janeiro, em um imóvel na Rua Ministro Viveiros de Castro, em Copacabana. “A adolescente foi levada a erro pelo menor de idade, já tinha um relacionamento anterior com a vítima. Ela achou que estava indo para lá para ter um encontro romântico com esse adolescente infrator. Só que chegaram lá havia mais quatro adultos e aconteceu tudo que aconteceu”, disse o Delegado Titular da 12ª DP - Angelo Lajes. 


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Câmeras de segurança do prédio registraram a chegada dos jovens ao apartamento e, uma hora depois, a saída deles do condomínio. Segundo a Polícia Civil, após o crime, a adolescente procurou a 12ª DP (Copacabana) para fazer o Registro de Ocorrência. O exame de corpo de delito feito na vítima identificou lesões relacionadas à violência física, como ferimentos na área genital, sangue no canal vaginal e hematomas nas costas e nos glúteos.

Ainda segundo o delegado, — A vítima sofreu muita violência física. Foi agredida por todos eles. Ela relatou sessões de tapas e chutes. Inclusive, a perícia apontou suspeita de fratura na costela. E sofreu muita violência psicológica também, com xingamentos e humilhações. De acordo com o delegado, o apartamento onde o crime aconteceu pertence ao pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin. Todos eles são de classe média e classe média alta e moradores da Zona Sul.

Após a Polícia Civil, através da 12ª DP (Copacabana) indiciar os quatro homens pelo de crime de Estupro com Concurso de Pessoas, eles foram denunciados pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) à Justiça, que os tornou réus e expediu um mandado de prisão preventiva contra eles na última sexta-feira (27), pela 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes/Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Espécie de prisão: Preventiva .

Neste sábado, a Polícia Civil fez uma operação, denominada "Não é Não", para prendê-los, mas nenhum deles foi encontrado. O menor de 17 anos também está sendo procurado, mas teve sua identidade preservada. A apuração da sua conduta ficará a cargo da Vara da Infância e da Adolescência, onde foi expedido um mandado de Busca e Apreensão.

O Disque Denúncia, pede que quem tiver informações sobre a localização dos quatro homens envolvidos no estupro,  favor entrar em contato  pelos seguintes canais de atendimento:    

Central de atendimento/Call Center: (021) - 2253 1177 ou 0300-253-1177

WhatsApp Anonimizado: (021) – 2253-1177 (técnica de processamento de dados que remove ou modifica informações que possam identificar uma pessoa)

Aplicativo: Disque Denúncia RJ

Anonimato Garantido

Nota 

Após a publicação da matéria, o advogado Rafael De Piro, responsável pela defesa de João Gabriel Xavier Bertho, entrou em contato com a redação para prestar esclarecimentos sobre o caso. A defesa nega com veemência a ocorrência de estupro.

• A defesa de João Gabriel Xavier Bertho nega com veemência a ocorrência de estupro. Duas decisões judiciais já haviam negado o pedido de prisão preventiva feitos anteriormente.

• Há nos autos do processo, mensagens de texto, trocadas entre a jovem e seu amigo, ambos com 17 anos, sobre a presença prévia de outros rapazes na casa em que eles se encontrariam, como de fato ocorreu.

• A jovem afirma, em seu depoimento à polícia, ter permitido a presença dos rapazes no quarto enquanto ela e o amigo estavam tendo um encontro íntimo. No mesmo depoimento, ela relata ter tido outros pedidos atendidos.

• A defesa contesta o fato de João Gabriel, estudante e atleta profissional, sem nenhum histórico de violência, não ter tido oportunidade sequer de ser ouvido pela polícia para se defender. Informa ainda que ele jamais foi aluno do Colégio Pedro II.

• Contesta ainda que a imagem da jovem ao fim do encontro, se despedindo do amigo com um sorriso e um abraço, não tenha sido objeto da investigação".

*Matéria atualizada às 15h35

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