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Mãe relata ataque a estudante em SG: "Eu tirei ele de cima da minha filha"

Alana, de 20 anos, foi encontrada com cortes no rosto e corpo

relogio min de leitura | Escrito por Renata Sena | 09 de fevereiro de 2026 - 12:49
Jaderluce Anísio de Oliveira, mãe de Alana Anísio Rosa, de 20 anos
Jaderluce Anísio de Oliveira, mãe de Alana Anísio Rosa, de 20 anos -

"A Alana é uma menina maravilhosa, doce, simpática, inteligente, focada nos estudos. A Alana é tudo. A Alana nunca namorou. Minha filha nunca namorou. Ela estava focada nos estudos. Ela quer ser médica e estava se dedicando para isso. Ele ficou quatro meses mandando flores e bombons, até que se identificou. Ela foi educada, mas disse que não tinha interesse em namorar, pois estava focada em estudar, e ainda assim ele fez isso com ela. Eu cheguei em casa e tirei ele de cima da minha filha. Ela estava repleta de sangue, toda cortada", relembrou Jaderluce Anísio de Oliveira, mãe de Alana Anísio Rosa, de 20 anos, que foi esfaqueada dentro de casa na última sexta-feira (06).

Após recusar pedido de namoro, Alana foi atacada a facadas por Luiz Felipe
Após recusar pedido de namoro, Alana foi atacada a facadas por Luiz Felipe |  Foto: Divulgação

Segundo Jaderluce, Alana foi socorrida consciente e chegou a falar sobre o ocorrido. "Eu cheguei em casa uns 15 minutos mais cedo que o habitual e peguei ele em cima da minha filha. Minha sala estava repleta de sangue, assim como ela. Eu só cheguei mais cedo porque uma mãe falou que não precisaria pegar a filha dela na creche; se não fosse isso, eu ia encontrar minha filha morta", relembrou a mãe de Alana, que trabalha com rota escolar.


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Ainda segundo Jaderluce, a estudante já passou por uma cirurgia. "Ela passou por uma cirurgia de mais de cinco horas. Ontem teve uma pequena melhora, mas à noite precisou ser entubada novamente. Ela ainda vai precisar de outras cirurgias, inclusive plásticas, pois ela teve corte no nariz, na orelha, próximo ao olho, e nas bochechas. Os médicos ainda vão ver se esse corte no olho afetou a visão dela", contou a mãe enquanto aguardava para visitar a filha, que segue internada na UTI de um hospital particular de São Gonçalo.

Luta contra o assédio

"Minha filha era muito presente nessa luta contra o feminicídio e o assédio. Ela sempre questionava sobre o porquê das mulheres não poderem circular de roupa de academia, ou com o que quissem. Mas, apesar disso, ela sempre amarra um casaco na cintura quando vai para a academia, por exemplo. A gente sempre falou muito sobre assédio, mas, para isso realmente acabar, as leis precisam mudar. Ele foi preso, cumpre uma pena curta e volta a viver a vida dele. E o que ele fez com a Alana?", questionou a mãe da jovem.

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