Deivis Antunes, diretor-presidente do RioPrevidência é exonerado do cargo
Em nota, o governo estadual informou que já havia instaurado, em dezembro, uma investigação conduzida pela Controladoria Geral do Estado (CGE-RJ)

O diretor-presidente do RioPrevidência, Deivis Antunes, foi exonerado do cargo nesta sexta-feira (23), após a deflagração de uma operação da Polícia Federal que investiga possíveis irregularidades em aplicações financeiras do fundo de pensão dos servidores estaduais no Banco Master.
A exoneração foi oficializada pelo governador Cláudio Castro e publicada em edição extraordinária do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro.
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Mais cedo, Deivis Antunes havia protocolado uma carta solicitando seu afastamento da função, citando os “acontecimentos recentes” como motivação. No documento, ele afirmou que a decisão tinha como objetivo garantir transparência e imparcialidade nas apurações em curso, ressaltando que as acusações, segundo ele, não teriam fundamento.
O então presidente informou ainda que se encontra fora do país, em férias previamente agendadas desde novembro de 2025.
Em nota, o governo estadual informou que já havia instaurado, em dezembro, uma investigação conduzida pela Controladoria Geral do Estado (CGE-RJ) para analisar os investimentos realizados pelo RioPrevidência. Segundo a CGE, a apuração busca identificar eventuais prejuízos aos cofres públicos e possíveis infrações administrativas cometidas por gestores do fundo.
A operação, batizada de Barco de Papel, também teve como alvos outros diretores da autarquia. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão. As investigações apontam que o RioPrevidência teria aplicado cerca de R$ 970 milhões no Banco Master, instituição que foi liquidada no ano passado e passou a ser investigada por suspeitas de fraudes financeiras.