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Com liminar revogada, SEOP retoma demolição de prédios irregulares na Ilha da Gigoia

Responsáveis haviam voltado a construir e colocaram novos inquilinos em alguns apartamentos, desrespeitando a decisão judicial

relogio min de leitura | Redação
Dois prédios que estavam sendo construídos irregularmente na Ilha da Gigoia são demolidos pela SEOP
Dois prédios que estavam sendo construídos irregularmente na Ilha da Gigoia são demolidos pela SEOP -

A Secretaria de Ordem Pública (Seop) retomou nesta segunda-feira (15) a demolição de dois prédios construídos irregularmente na Ilha da Gigoia, na Barra da Tijuca, área que sofre forte influência do crime organizado. A ação da Prefeitura havia sido paralisada devido a uma liminar judicial conseguida pelos proprietários, que foi revogada na última sexta-feira, dia 12.

De acordo com o setor de inteligência da Seop, os proprietários haviam voltado a construir as unidades, inclusive colocando novos inquilinos no lugar de alguns que desocuparam seus apartamentos quando a Prefeitura deu início ao trabalho de demolição, no dia 24 de maio de 2024, em conjunto com o Ministério Público. Durante a demolição, os agentes identificaram e cortaram um ponto de energia clandestina que alimentava todo o prédio. Na ocasião, a Secretaria de Assistência Social realizou dois atendimentos. Durante a operação, um pitbull atacou um promotor do Ministério Público.


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As construções

Um dos prédios possui três pavimentos e dois apartamentos por andar e o outro, também com três pavimentos, sendo quatro apartamentos por andar. Ambos foram erguidos sem qualquer autorização da Prefeitura. Estima-se um prejuízo no valor de R$ 3,5 milhões aos responsáveis pela obra.

O primeiro prédio encontra-se em fase de conclusão e o segundo com suas obras em andamento, sendo parte em fase de acabamento e outra em fase de alvenaria. Os prédios não atendem aos parâmetros urbanísticos da região e vem sendo fiscalizados desde o início das construções, sendo a primeira notificação realizada em abril de 2023, tendo suas obras aceleradas em total descumprimento a notificação que determinava a imediata paralisação.

As edificações foram construídas em um lote de 500 metros quadrados e possuem aproximadamente 900 metros quadrados de área construída.

Participam da operação a agentes da Guarda Municipal, Secretaria de Assistência Social, Secretaria de Proteção e Defesa dos Animais e Polícia Militar.

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