Família de jovem morto pela PM pede por justiça: 'Não vão ficar impunes'
Familiares se reuniram próximo a Delegacia para manifestar sobre a falta de respostas sobre o caso

A família de Raphael Luiz da Silva, jovem de 22 anos morto durante ação da Polícia Militar em Santa Izabel, São Gonçalo, se reuniu, na manhã desta segunda-feira (07) na frente da Delegacia que investiga o caso para pedir por justiça.
O rapaz foi morto no dia 4 de outubro, vítima de disparos de fuzil após ação policial no bairro. Desde então, a família segue sem resposta sobre a identidade do autor dos disparos, que, segundo as denúncias, foi um dos policiais militares envolvidos na operação.
A tia da vítima, Emília Cristina, conta que Cristiane Mota, mãe do jovem, foi até a Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, que está investigando, para manifestar a revolta contra a morte. "Ela foi com o advogado para poder saber o que está acontecendo, tentar ter uma resposta", relatou.
Cristiane contou ao O SÃO GONÇALO que os policiais chamaram os advogados responsáveis pelo caso para depor nesta segunda (07), e que a família deve ser aguardada para depoimentos na semana que vem. "Eu quero é justiça. Meu filho era inocente. Eu vou até o fim, até o fim da minha vida, lutar por justiça. Não vão ficar impunes", declarou a mulher.
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Ela relata que, um mês após o caso, lidar com o peso do que aconteceu não tem sido nada fácil. "Eu trabalho no cemitério e pensava que o sofrimento das mães que vão enterrar seus filhos não fosse tão dolorido. Mas é, dói muito. Todo dia eu choro”, lamentou Cristiane.
Ainda assim, ela acredita que precisa seguir lutando por respostas sobre o caso, por mais doloroso que seja. "Tá me matando por dentro, mas se eu ficar de braços cruzados esse policiais não vão ser presos e vão fazer isso com os filhos de outros. O lugar de quem matou meu filho é na cadeia. Deram tiro de fuzil nas costas dele, um trabalhador. Meu filho era maravilhoso. Ele não era de briga, de confusão", destaca a mãe.
Os familiares de Raphael planejam seguir organizando, nas próximas semanas, manifestações para pedir respostas sobre a morte do jovem, que completaria 23 anos no próximo dia 20 de novembro. A DHNISG segue investigando o caso.