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Parentes de mototaxista baleado e preso no Jardim Catarina alegam que o jovem foi preso injustamente

Pai de um bebê de três meses, Marcos Vinícius está preso desde segunda-feira (12)

relogio min de leitura | Redação 20 de setembro de 2022 - 10:54
Marcos Vinícius, de 20 anos, teria sido abordado por criminosos que o obrigaram a transportá-los em fuga
Marcos Vinícius, de 20 anos, teria sido abordado por criminosos que o obrigaram a transportá-los em fuga -

Parentes e amigos de Marcos Vinicius, de 20 anos, protestam e lutam para que o mototaxista seja solto da cadeia, onde estaria preso injustamente desde o dia 12 de setembro. Marcos Vinícius foi preso após uma ação da Polícia Militar no bairro Jardim Catarina, em São Gonçalo. De acordo com a polícia, ele foi encontrado no chão e com uma pistola ao lado após uma intensa troca de tiros entre criminosos e os policiais na localidade. Os parentes, no entanto, dizem que ele não está envolvido com atividades criminosas e nem participou do confronto armado.

Segundo a avó de Marcos Vinícius, ele estava indo para a casa dela de motocicleta quando foi abordado por criminosos, que o obrigaram, mediante ameaça, a levá-los na garupa. Os dois criminosos estavam na verdade fugindo da polícia e, durante a fuga, um dos criminosos atirou contra os policiais, o que deu início a uma troca de tiros e um dos disparos acabou atingindo a perna de Marcos.

“Meu neto estava indo para casa da vó com a moto, dois meninos coagiram ele para que levasse eles na moto, sendo que eles estavam fugindo da polícia. Um dos meninos trocou tiros com os policiais, e meu neto levou um tiro de fuzil na perna. Em seguida, ele caiu e, segundo informações, ele já caiu pedindo socorro e dizendo que não é bandido, que é trabalhador”, explicou Carmen Lúcia Moredison.


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Ainda segundo ela, seu genro foi de carro ao local para socorrer Marcos Vinícius, mas foi impedido pelos policiais, que o levaram para o Hospital Estadual Alberto Torres acompanhado de sua tia Gilcilene, após ela dizer que o sobrinho só deixaria o local acompanhado de algum familiar.

Na unidade hospitalar, os policiais teriam pedido a identidade de Marcos Vinícius. Em posse do documento, os agentes teriam tirado uma foto da identidade e enviado para um grupo de Whatsapp com outros policiais. Logo após o envio da foto, um dos agentes já teria logo decretado que ele era bandido. Depois do tratamento no hospital, Marcos Vinícius foi encaminhado para a 73ª DP (Neves) para ser preso. Pai de um menino de três meses, ele está preso desde segunda-feira (12) acusado de associação ao tráfico, tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.

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Os parentes do mototaxista apontam inconsistências nas declarações dos policiais sobre o caso na delegacia, começando pela forma em que Marcos Vinícius foi encontrado.

“Na delegacia, alegaram que ele estava em um carro de passeio, sendo que quando chegaram perto ele estava deitado no chão e os vizinhos socorrendo”, disse Gilcilene. “Temos testemunhas que em nenhum momento eles fizeram abordagem com ninguém e os policiais estão alegando que não queriam deixar eles prestar socorro. Isso é mentira. Assim que chegaram para socorrer, ninguém impediu”, completou.

A família acredita que este é mais um caso de um jovem negro sendo preso injustamente com falta de provas que possam incriminá-lo. A família vem então compartilhando o caso nas redes sociais em busca de justiça pelo mototaxista.

Pai de um menino de três meses,  Marcos Vinícius está preso desde segunda-feira (12)
Pai de um menino de três meses, Marcos Vinícius está preso desde segunda-feira (12) |  Foto: Arquivo Pessoal
 

Ele é mais um negro injustiçado! Foi baleado e encontra-se encarcerado. Até quando teremos que nos calar diante de tamanha injustiça? Vinícius tem uma família que está sofrendo aqui fora! Mais eu peço vamos denunciar para que ele não seja mais um jovem negro preso com a vida destruida”, apleou Carmen.

De acordo com a tia do jovem, parentes planejam fazer uma manifestação pedindo por justiça às 10h desta terça-feira (20) na Praça Chico Mendes, no bairro Raul Veiga, em São Gonçalo.

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