Relembre o caso dos sete mortos no Salgueiro em 2017: investigação não encontrou culpados
As mortes aconteceram durante ação conjunta entre o Exército e forças especiais da Polícia Civil do Estado do Rio para tentar prender o traficante '2N', que na época comandava o tráfico no Salgueiro

Os casos de ações de forças de Segurança Pública no Complexo do Salgueiro, com elevado número de mortos não novidade.No ano de 2017, o local foi palco de uma grande ação, semelhante a do último fim de semana, que levou a óbito sete homens, que estavam em um baile funk naquela madrugada de sábado, do dia 11 de novembro.
Na época, este episódio, levou o terror à comunidade, pois os óbitos ocorreram um dia depois da morte de um PM na região. Na ocasião da operação, a polícia visava prender dois traficantes que estavam presentes no baile funk, entre eles o então líder da venda de drogas no local, Thomas Jayson Vieira Gomes, o 2N, que acabou morto no fim do ano retrasado, em um sítio em Itaboraí, junto com cinco colaboradores, sete meses após deixar o Salgueiro, depois de uma tentativa fracassada de 'golpe de estado' no Comando Vermelho. Thomas ingressou no Terceiro Comando Puro (TCP) e acabou saindo de cena sem conseguir consolidar o sonho de voltar ao antigo reduto com os novos aliados.
Na ação ocorrida em 2017, foram mobilizadas equipes do Exército e de órgãos especializados da Polícia Civil do Rio, com a utilização de vátios veículos blindados. Os envolvidos na ação argumentaram terem sido recebidos a tiros e que esperaram a saída do público para fazerem a progressão no Salgueiro.
Os moradores na época, falaram que os ‘blindados’ entraram por volta das 4h na comunidade e houve tiroteio e correria. A polícia informou na época, que quatro dos sete mortos tinham alguma passagem pela polícia, por tráfico de drogas e homicídio. E os dois traficantes que eram procurados e alvos da operação, teriam fugido. Na época, houve o mesmo clamor dos moradores, com pedidos de justiça e de e apuração rigorosa para o caso. Todos os envolvidos na operação afirmaram ter havido troca de tiros com os traficantes, mas após meses de apurações, a Delegacia de Homicídios da Polícia Civil fdo Rio não conseguiu elementos para comprovar se houve excessos das forças de Segurança Pública.
Leia também: