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Após mais de uma década paralisado, Hospital Estadual da Mãe tem projeto reavaliado pelo Estado

Secretaria Estadual de Saúde informa que a nova gestão revisa as condições técnicas da obra, enquanto estrutura abandonada no Colubandê segue cercada por mato, lixo e gera preocupação entre moradores e pacientes da UPA vizinha

relogio min de leitura | Cristine Oliveira 24 de julho de 2026 - 08:59
Paralisada desde a última década, a estrutura do Hospital Estadual da Mãe permanece cercada por mato alto e descarte irregular de lixo, no Colubandê
Paralisada desde a última década, a estrutura do Hospital Estadual da Mãe permanece cercada por mato alto e descarte irregular de lixo, no Colubandê -

Anunciado em outubro de 2013 como uma das principais promessas para fortalecer a assistência materno-infantil no estado, o Hospital Estadual da Mãe, em São Gonçalo, permanece inacabado após mais de uma década de obras paralisadas. O cenário, no entanto, pode mudar. A Secretaria Estadual de Saúde informou à reportagem que a nova gestão está reavaliando o projeto, que precisará passar por atualização e por uma análise técnica antes de uma eventual retomada das obras.

Enquanto a definição sobre o futuro do empreendimento não acontece, a estrutura, localizada no Colubandê, segue cercada por mato alto e lixo. Moradores e trabalhadores da região relatam que o espaço é ocupado por pessoas em situação de vulnerabilidade social e utilizado para o descarte irregular de resíduos, o que gera insegurança para quem circula pelo local e preocupação entre pacientes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Colubandê, vizinha à construção.

Anunciado em 2013, o Hospital Estadual da Mãe nunca foi concluído e aguarda reavaliação técnica da Secretaria Estadual de Saúde
Anunciado em 2013, o Hospital Estadual da Mãe nunca foi concluído e aguarda reavaliação técnica da Secretaria Estadual de Saúde |  Foto: Yuri Messias

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"Tem muito 'cracudo', pessoas jogando lixo e se escondendo dentro da obra. As pessoas que passam pela rua também não estão gostando da quantidade de lixo que tem aqui. Tem que haver uma melhoria!", disse o borracheiro Luis Fernando, de 27 anos.

Moradores e comerciantes relatam insegurança devido ao abandono da obra
Moradores e comerciantes relatam insegurança devido ao abandono da obra |  Foto: Yuri Messias

Moradores e pacientes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Colubandê, localizada ao lado da obra, lamentam a paralisação do hospital. Segundo eles, a conclusão da unidade contribuiria para desafogar a UPA e ampliar a oferta de atendimento na região.

"O ideal seria que dessem continuidade a esse projeto para atender a população, principalmente por causa da falta de hospitais e maternidades na região. A UPA está sempre lotada, então esse hospital ajudaria a desafogar tanto a unidade quanto os outros hospitais da região, que vivem cheios", afirmou a chefe de cozinha Marta Hotz, de 50 anos.

Pacientes e moradores acreditam que a conclusão do Hospital Estadual da Mãe ajudaria a reduzir a sobrecarga da UPA do Colubandê e de outras unidades da região
Pacientes e moradores acreditam que a conclusão do Hospital Estadual da Mãe ajudaria a reduzir a sobrecarga da UPA do Colubandê e de outras unidades da região |  Foto: Yuri Messias

Pessoas que passam pelo local diariamente relatam que a estrutura está abandonada, mas esperam que a unidade hospitalar seja entregue à população.

"Está abandonado há muito tempo. Eu nem sabia que era um hospital, apenas montaram o prédio e o abandonaram. Tomara que a obra saia, porque não tem como o prédio ficar de enfeite", falou a atendente Yasmin Farias, de 18 anos.

Yasmin Farias espera que o Hospital Estadual da Mãe seja concluído e entregue à população
Yasmin Farias espera que o Hospital Estadual da Mãe seja concluído e entregue à população |  Foto: Yuri Messias

O projeto inicial previa um espaço capaz de realizar 100 consultas e 800 partos por mês. Além disso, a população atendida pela unidade poderia ter acesso a salas PPP, que são ambientes preparados para o pré-parto, o parto e o pós-parto, além de enfermarias, centro cirúrgico e UTI Neonatal.

Procurada, a Secretaria Estadual de Saúde informou que "a nova gestão está reavaliando as obras e projetos em andamento, incluindo o da Maternidade e da Clínica da Mãe em São Gonçalo. Trata-se de um empreendimento de grande complexidade, que necessita de atualização de projeto e avaliação das condições técnicas para a execução da obra, de forma a garantir a aplicação eficiente dos recursos públicos."

Sob supervisão de Marcela Freitas 

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