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Após operação da PF, alguns postos de combustíveis fecham as portas em São Gonçalo e Niterói

Investigação apura esquema bilionário de lavagem de dinheiro envolvendo uma rede de estabelecimentos na Região Metropolitana

relogio min de leitura | Redação 14 de julho de 2026 - 12:22
Posto de gasolina no Mutuá foi fechado
Posto de gasolina no Mutuá foi fechado -

Alguns postos de combustíveis de São Gonçalo e Niterói começaram a fechar as portas nos últimos dias após a Operação Unha e Carne, da Polícia Federal, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao setor.

Entre os estabelecimentos que já fecharam as portas estão o posto localizado na esquina das ruas Mariz e Barros e Gavião Peixoto, em Niterói, além de postos no Mutuá e na João Brasil, em São Gonçalo.

Posto de gasolina no Mutuá foi fechado
Posto de gasolina no Mutuá foi fechado |  Foto: Reprodução

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Antes dos fechamentos, motoristas já relatavam dificuldades para abastecer. Diversos postos passaram a aceitar apenas pagamentos em dinheiro, situação que foi registrada em diferentes bairros das duas cidades logo após a operação.

Motoristas já vinham reclamando sobre alguns postos aceitarem apenas pagamento em dinheiro
Motoristas já vinham reclamando sobre alguns postos aceitarem apenas pagamento em dinheiro |  Foto: O SÃO GONÇALO

As investigações da PF apontam que a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos por meio de uma rede de aproximadamente 80 empresas, entre postos de combustíveis e companhias inativas.

Motoristas que foram abastecer se depararam com posto da Posto Mariz e Barros com Gavião Peixoto, em Niterói, fechada
Motoristas que foram abastecer se depararam com posto da Posto Mariz e Barros com Gavião Peixoto, em Niterói, fechada |  Foto: Reprodução

Segundo a Polícia Federal, a organização criminosa movimentou cerca de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos. As investigações apontam que os policiais civis José Carlos Alves e Pablo Jukia Félix Ferreira, conhecido como Pablo Russo, usavam as esposas como "laranjas" para controlar um grupo de aproximadamente 80 empresas, entre postos de combustíveis e outras firmas.

A esposa do policial civil José Carlos Alves de Souza Júnior, Luisi Correa Pinho, é apontada como peça-chave do esquema e atuaria como testa de ferro do marido na administração das empresas.

Ainda de acordo com a PF, o advogado Renivaldo Vieira Granja Júnior atuava como operador do esquema, administrando empresas registradas em nome das esposas dos investigados.

A investigação também cita a participação de Vitor Correa Pinho, irmão de Luisi, em empresas ligadas à rede de combustíveis e à distribuidora Purogás.

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