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Projeto 'Geração de Sons' abre novo polo no Jardim Catarina com apoio de empresa internacional

Iniciativa do Instituto Brasileiro de Música e Educação (IBME), oferece empréstimo de instrumentos e bolsas para jovens de 8 a 19 anos

relogio min de leitura | Escrito por João Pedro Pereira com edição de Cyntia Fonseca | 16 de maio de 2026 - 10:16
Crianças e adolescentes do Colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas, no Jardim Catarina
Crianças e adolescentes do Colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas, no Jardim Catarina -

Crianças e adolescentes do Colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas, no Jardim Catarina, em São Gonçalo, participaram nessa semana de uma ação de apresentação do projeto musical “Geração de Sons”, iniciativa do Instituto Brasileiro de Música e Educação (IBME), que oferece aulas gratuitas de música para jovens e que está implantando um nova sede na região.

O projeto recebe o apoio financeiro da State Grid Brazil Holding, empresa chinesa do setor de energia que escolheu o município para expandir seus investimentos sociais no estado do Rio de Janeiro, e é voltado para estudantes de escolas públicas, de 8 a 18, que moram em áreas de vulnerabilidade social.

Alunos do Colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas, no Jardim Catarina, durante apresentação musical de integrantes do projeto “Geração de Sons”, do Instituto Brasileiro de Música e Educação (IBME)
Alunos do Colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas, no Jardim Catarina, durante apresentação musical de integrantes do projeto “Geração de Sons”, do Instituto Brasileiro de Música e Educação (IBME) |  Foto: Enzo Britto

Durante o encontro, os estudantes conheceram instrumentos, assistiram a apresentações musicais e receberam informações sobre as inscrições para as aulas gratuitas.

Além das apresentações e interações com os músicos da orquestra, foram distribuídos panfletos com informações sobre as inscrições para os alunos levarem para casa e compartilharem com os pais. Além disso, o projeto entregou cartazes para ficarem disponíveis para divulgação dentro da escola.

Panfletos com informações sobre inscrições para os alunos levarem para casa e compartilharem com os pais
Panfletos com informações sobre inscrições para os alunos levarem para casa e compartilharem com os pais |  Foto: Enzo Britto

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Segundo o Coordenador Executivo do IBME, Estevão Roque, 32, o projeto surgiu há cerca de 15 anos na favela da Providência, no Rio de Janeiro, com o objetivo de criar polos de formação musical para alimentar o núcleo principal de orquestras sociais da instituição, localizado na Central do Brasil.

Coordenador Executivo do IBME, Estevão Roque
Coordenador Executivo do IBME, Estevão Roque |  Foto: Enzo Britto

“O nosso trabalho é voltado para a área de vulnerabilidade social, alunos de escola pública. A gente cria vários polos para poder alimentar o nosso núcleo de orquestras.”, explicou.

A escolha do Jardim Catarina, segundo ele, aconteceu após a própria demanda da população local por mais acesso à cultura e à música.

“O Jardim Catarina, por sua alta taxa de vulnerabilidade social, recebe um apelo muito grande da própria população em querer acesso à cultura e à diversidade musical. Vimos uma necessidade de criar um núcleo nessa região”, afirmou.

Antes do início oficial das aulas, o instituto vem realizando ações de sensibilização em escolas da região. A ideia é aproximar os jovens da música e apresentar instrumentos que, muitas vezes, estão fora da realidade cotidiana deles.

Integrantes do Instituto Brasileiro de Música e Educação (IBME), durante apresentação no Colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas
Integrantes do Instituto Brasileiro de Música e Educação (IBME), durante apresentação no Colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas |  Foto: Enzo Britto

“Muitos desses alunos não têm contato diário com esses instrumentos. Então, a gente faz esse trabalho para eles entenderem quais são os instrumentos, conhecerem e terem uma primeira experiência musical”, destacou Estevão.

O projeto apresenta os instrumentos para os estudantes durante apresentação musical
O projeto apresenta os instrumentos para os estudantes durante apresentação musical |  Foto: Enzo Britto

Além da escola visitada nesta semana, a equipe já realizou ação para apresentar a iniciativa do novo polo em outra escola do Jardim Catarina, o Ciep 051 Anita Garibaldi, e mantém diálogo com a Secretaria Municipal de Educação para ampliar as atividades dentro das escolas.

O projeto visitou a segunda escola no Jardim Catarina e mantém diálogo com a Secretaria Municipal de Educação para ampliar as atividades
O projeto visitou a segunda escola no Jardim Catarina e mantém diálogo com a Secretaria Municipal de Educação para ampliar as atividades |  Foto: Enzo Britto

As aulas ainda estão em fase inicial de organização, mas o espaço do novo polo já está definido e funcionará próximo à associação de moradores da região, localizada à rua Fransilvania, nº 1118. Após as ações de divulgação, os interessados poderão realizar inscrições para formação das turmas.

O projeto também contará com dois tipos de bolsas para os participantes. A primeira garante aulas gratuitas e o empréstimo de instrumentos musicais sem custo para os alunos. Já a segunda inclui, além desses benefícios, um auxílio financeiro mensal de R$ 150 destinado aos estudantes selecionados, como forma de incentivo à permanência nas atividades.

“Nós temos uma bolsa de incentivo para ajudar esses jovens a continuarem estudando. A ideia é alcançar 40 jovens aqui da região”, explicou o coordenador.

Segundo Estevão, o apoio da State Grid Brazil Holding tem sido decisivo para ampliar o alcance do projeto e criar novas oportunidades para os jovens atendidos pela iniciativa.

“A State Grid tem papel fundamental. Ela não entra só com financiamento, ela entra com a oportunidade de essas crianças expandirem a perspectiva delas”, afirmou.

Alunos do Colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas conhecendo o projeto “Geração de Sons”
Alunos do Colégio Municipal Irene Barbosa Ornelas conhecendo o projeto “Geração de Sons” |  Foto: Enzo Britto

Estevão conta que também participou de projetos sociais e conhece na prática o impacto deste tipo de iniciativa.

“Não adianta só chegar com o instrumento. A gente tem que chegar com oportunidade. A música mexe com a sensibilidade humana, com o potencial criativo dos alunos. Atua na formação cidadã”, concluiu.

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