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Morador é agredido por fiel após reclamar de barulho de igreja

Tiago Alves disse conviver há 4 anos com o barulho excessivo vindo do espaço religioso, que fica em Balneário Camboriú

relogio min de leitura | Escrito por Redação 28 de maio de 2026 - 20:49
Vítima mostrou ferimentos em publicação nas redes sociais
Vítima mostrou ferimentos em publicação nas redes sociais -

O morador agredido por um guarda municipal em frente a uma igreja evangélica de Balneário Camboriú (SC) fez, ao menos, 17 boletins de ocorrência sobre o som alto vindo do templo. Segundo Tiago Alves, o problema já se estende há 4 anos e afeta o bem-estar do filho autista de 9 anos de idade. 

A agressão, que foi registrada em vídeo, aconteceu no dia 18 de maio, quando Tiago foi até o local para falar sobre o volume do som da igreja. Em nota, a instituição repudiou a agressão realizada pelo guarda municipal, que assistia o culto, e disse que todas as adequações e exigências determinadas pela Justiça sobre o barulho foram feitas. 

A Guarda Municipal instaurou um procedimento administrativo para apurar o envolvimento do servidor. O homem, que não teve o nome divulgado, foi afastado das ruas e segue nas funções administrativas.


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Tiago afirmou morar em uma residência próximo à igreja há 20 anos. Em 2024, as denúncias realizadas por ele resultaram em um processo que tramita na 1ª Vara Criminal da Comarca. Em maio de 2025, o Ministério Público (MP) apresentou uma denúncia contra o templo religioso sobre poluição sonora.

À época, foi determinado uma medida cautelar para que fosse realizado um isolamento acústico no local sob pena de multa e eventual suspensão das atividades da igreja em caso de descumprimento.

"No curso do processo, entretanto, a instituição promoveu medidas de regularização e adequação acústica do imóvel. Após a realização de nova perícia pela Polícia Científica, constatou-se que os níveis de ruído passaram a se encontrar abaixo dos limites legais e normativos aplicáveis".

Segundo a prefeitura, em abril deste ano, as denúncias do morador também fizeram a Secretaria do Meio Ambiente ir até a rua e realizar uma medição do som ambiente. No local, o resultado apontou que a igreja já estava acima do limite permitido pela legislação sem o culto.

"Durante o culto, os pontos medidos deram, em média, 60,0 dB. Apontando que a diferença entre o som do culto e o som já existente na rua foi pequena", disse a prefeitura.

Nas imagens registradas por uma câmera de segurança, é possível ver Tiago recebendo ao menos quatro socos. Pessoas que estavam na igreja chegaram a afastar o guarda municipal. Após as agressões, ele foi levado para o interior do local.

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