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Mendonça levanta sigilo de investigação sobre financiamento do filme Dark Horse

Decisão do ministro do STF retirou o sigilo de mais 38 processos relacionados às apurações sobre fraudes no Banco Master

relogio min de leitura | Redação
Com a nova decisão, chega a 53 o número de processos que tiveram o sigilo retirado no âmbito das apurações
Com a nova decisão, chega a 53 o número de processos que tiveram o sigilo retirado no âmbito das apurações -

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu levantar o sigilo de mais 38 processos derivados da investigação sobre fraudes no Banco Master. A medida foi tomada após um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e foi publicada nesta sexta-feira (11).

Com a nova decisão, chega a 53 o número de processos que tiveram o sigilo retirado no âmbito das apurações. Entre os casos estão investigações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que envolve o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo as apurações da Polícia Federal, Flávio Bolsonaro teria atuado como contato direto com o banqueiro Daniel Vorcaro para solicitar recursos que posteriormente seriam administrados pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.


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A decisão também retirou o sigilo de investigações envolvendo os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Jaques Wagner (PT-BA), além do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL).

No caso de Ciro Nogueira, a investigação apura uma suposta atuação do senador no Congresso em benefício do Banco Master e de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal aponta ainda possíveis repasses de benefícios financeiros ao parlamentar, acusação que ele nega.

Já a investigação envolvendo Cláudio Castro trata de supostas inconsistências na transferência de R$ 3,6 bilhões realizada pelo Rioprevidência ao Banco Master.

Em relação a Jaques Wagner, a investigação analisa a proximidade do senador com Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Os investigadores trabalham com a hipótese de pagamento de vantagens indevidas por meio de transferências para uma empresa pertencente a parentes do parlamentar e da compra de um imóvel de alto padrão em Salvador.

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