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Lula diz que governador interino do Rio deve “prender ladrões e milicianos”'

Ricardo Couto assumiu o Palácio da Guanabara após uma grave crise política no estado

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 24 de maio de 2026 - 12:14
Durante evento da Fiocruz, presidente afirmou que o estado não pode continuar sendo governado pelo crime organizado e prometeu apoio federal na segurança pública
Durante evento da Fiocruz, presidente afirmou que o estado não pode continuar sendo governado pelo crime organizado e prometeu apoio federal na segurança pública -

Durante a inauguração da nova sede do Centro Tecnológico em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz, neste sábado (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ao governador em exercício do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que ele precisa trabalhar para “prender ladrões e milicianos”, que, segundo o petista, comandam a política do estado nos últimos anos.

Durante discurso no evento, Lula comentou que Ricardo Couto assumiu o Palácio Guanabara após uma grave crise política no estado. Apesar de não ter sido eleito para o cargo, segundo o presidente, o governador interino tem a oportunidade de promover mudanças até a posse do próximo chefe do Executivo estadual, prevista após as eleições de outubro.


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"Ninguém tá esperando que você faça um viaduto, uma ponte, uma praia artificial, ninguém. Sabe o que as pessoas esperam de você? Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram este estado e os deputados que fazem parte de uma milícia organizada", disse Lula.

O presidente ainda disse que o Rio é a “cidade mais famosa do mundo”, e não pode ser tomada pelo crime organizado.

Ainda de acordo com Lula, o governo federal vai ajudar Couto em ações no âmbito da segurança pública, citando a aprovação da lei de enfrentamento de organizações criminosas.

Ele ainda afirmou que trará de volta o Ministério da Segurança Pública, se o Senado consentir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que assegura maior participação da União na área.

O texto está estagnado na Casa Legislativa e o presidente tem pedido a Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para que prossiga com a proposta.

"Então, você [Ricardo Couto], que não precisou pedir voto. Eu nunca tinha te visto, mas quando começou esse processo, de votação na Assembleia Legislativa, eu falei: 'Se a Assembleia indicar, vai vir o mesmo'. Ia vir um miliciano. Então, aproveite estes seis meses que você tem, faça o que muita gente não fez em 10 anos neste estado", disse o presidente.

Lula se referiu a uma tentativa do grupo político do ex-governador Cláudio Castro, de realizar uma eleição indireta, para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), para determinar quem seria o sucessor de Castro, manobra que foi impedida por decisões judiciais.

"Não é possível este estado poderoso e bonito ser governado por miliciano. O povo do Rio não merece isso. Já tivemos um juiz governador, que foi um fiasco. Então, você [Couto] precisa honrar o Poder Judiciário e mostrar que é possível consertar o Rio de Janeiro. O Rio não pode ocupar apenas as páginas policiais", encerrou Lula.

Por meio de nota, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), informou que respeita as instituições da República e que “espera o mesmo por parte de todas as autoridades do país, inclusive do Presidente da República”.

"É inaceitável qualquer tentativa de generalizar ou criminalizar o Parlamento fluminense e seus representantes eleitos pelo povo do Rio de Janeiro. A ALERJ é uma instituição democrática, legítima e merece respeito. O Rio de Janeiro enfrenta desafios históricos na segurança pública, muitos deles relacionados inclusive à ausência de políticas nacionais eficazes de combate ao tráfico de armas, às fronteiras abertas ao crime organizado e à expansão das facções criminosas em todo o país", informou a Alerj.

Produções nacionais

Ainda no evento, o presidente Lula informou que no próximo final de semana volta ao Rio de Janeiro, para participar de um evento na Cidade das Artes, que lançará o Tela Brasil, um programa que vai disponibilizar de forma gratuita 500 produções nacionais.

"Vamos disponibilizar 500 filmes brasileiros para que o povo possa assistir de graça na rede de TV brasileira. É a nossa Netflix, a Netflix brasileira", disse o presidente em tom descontraído.

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