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Ex-presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar volta a ser preso pela Polícia Federal

Deputado cassado foi detido na cidade de Teresópolis, onde mora

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 27 de março de 2026 - 19:29
Segundo investigadores, há indícios de que o parlamentar teria orientado envolvidos a se desfazerem de evidências antes da execução da operação
Segundo investigadores, há indícios de que o parlamentar teria orientado envolvidos a se desfazerem de evidências antes da execução da operação -

O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e agora com mandato cassado, Rodrigo Bacellar, foi preso pela Polícia Federal, nesta sexta-feira (27), na terceira fase da Operação Unha e Carne que apura o repasse indevido de informações confidenciais. A ação faz parte de um conjunto de investigações que envolvem suspeitas de interferência em operações contra o crime organizado no estado. Ele foi detido em casa, na cidade de Teresópolis.

De acordo com as autoridades, a prisão ocorreu através da investigação que busca esclarecer o vazamento de dados sigilosos relacionados a uma operação policial anterior. Essa apuração tinha como alvo o ex-deputado estadual conhecido como TH Joias, apontado como figura ligada a atividades ilícitas.


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As apurações indicam que Bacellar teria antecipado informações estratégicas da ação policial, o que poderia ter comprometido o andamento das investigações. A Polícia Federal sustenta que o vazamento teria permitido que alvos da operação adotassem medidas para evitar a apreensão de provas ou dificultar o trabalho dos agentes.

Segundo investigadores, há indícios de que o parlamentar teria orientado envolvidos a se desfazerem de evidências antes da execução da operação. Esse tipo de conduta, de acordo com a PF, pode configurar tentativa de obstrução da Justiça.

O caso está inserido em uma apuração mais ampla sobre possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas atuantes no Rio de Janeiro. A operação que levou à prisão de Bacellar também mira suspeitas de favorecimento a integrantes de facções, além de eventuais trocas de informações privilegiadas.

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