Afastado pelo STF, Bacellar estende licença do mandato na Alerj
A decisão de prisão e afastamento do parlamentar foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF

O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil), afastado da presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a prorrogação da licença de seu mandato até o dia 11 de fevereiro. Ele está fora das funções desde 10 de dezembro.
Bacellar foi detido em 3 de dezembro durante a Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal (PF). A ação apura o suposto repasse de informações sigilosas sobre investigações envolvendo o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, apontado como intermediador na negociação de armas para o Comando Vermelho (CV), principal organização criminosa do estado.
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A decisão de prisão e afastamento do parlamentar foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, com base em mensagens interceptadas durante as investigações. Bacellar ocupava a presidência da Alerj desde 2023 e, nesse período, chegou a assumir interinamente o governo do Rio de Janeiro durante ausências do governador Cláudio Castro.
Cinco dias após a prisão, o plenário da Alerj aprovou a libertação do deputado por 42 votos a 21, conforme prevê a Constituição, que exige aval da Casa Legislativa para manter a prisão de parlamentares estaduais. Após a votação, Moraes determinou a soltura e estabeleceu medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
No dia seguinte à liberação, Bacellar protocolou um pedido de licença por dez dias, válido até o início do recesso legislativo, em 19 de dezembro, alegando motivos pessoais. Com o retorno das atividades parlamentares, em 3 de janeiro, ele apresentou nova solicitação, ampliando o afastamento até 11 de fevereiro.
Durante o período de licença, a presidência da Alerj permanece sob o comando do deputado Guilherme Delaroli (PL).