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Acusado de matar eleitores de Lula é condenado a 51 anos de prisão

Apoiador de Bolsonaro teria atirado contra irmão e grupo de eleitores após resultado do 2º turno

relogio min de leitura | Escrito por Redação | 19 de janeiro de 2024 - 21:59
Duas das vítimas morreram após os disparos; suspeito está preso desde 2022
Duas das vítimas morreram após os disparos; suspeito está preso desde 2022 -

Foi condenado a 51 anos, 7 meses de prisão e 15 dias o homem acusado de assassinar duas pessoas e deixar um homem ferido em um ataque armado por motivos políticos após o resultado das eleições presidenciais em 2022. Eleitor de Bolsonaro (PL), Erick Hiromi Dias atirou contra um grupo de eleitores do presidente Lula (PT) durante uma discussão em Cafezal do Sul, no Paraná, em outubro de 2022.

Por decisão do júri, ele foi condenado pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo, disparo de arma de fogo e dois homicídios qualificados. Apesar disso, o júri não reconheceu as acusações de tentativa de homicídio. A decisão foi emitida pelo Tribunal do Júri em Iporã, no Paraná, nesta quinta-feira (18).


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O crime aconteceu no dia 30/10/22, logo após o fim da apuração das urnas. Um grupo de apoiadores de Lula comemorava o resultado quando Erick apareceu, armado. Ele estaria insatisfeito com o resultado da eleição e teria discutido com seu irmão, que participava da comemroação, antes de dar inícios aos disparos.

Segundo os relatos de testemunhas, ele disparou contra diversas pessoas, incluindo o próprio irmão, que foi baleado, mas sobreviveu. Rosineide da Silva, de 50 anos, e José Wellington Lima Barros, de 53, acabaram não resistindo aos disparos e faleceram. Um outro homem foi alvejado, mas a bala acertou o capacete de moto que estava usando e ele acabou não sendo atingido. 

Acusado tinha registro de atirador, mas documento não garantia porte irrestrito da arma
Acusado tinha registro de atirador, mas documento não garantia porte irrestrito da arma |  Foto: Divulgação

Erick tinha o registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), que lhe garante o direito de ter uma arma de fogo. Apesar disso, o registro não o autoriza a portar a arma "de forma irrestrita". Segundo o Ministério Público, autor da denúncia contra ele, o documento de Erick lhe garantia o direito do porte apenas durante o trajeto "entre o clube de tiro e o local cadastrado para guarda da arma".

A defesa do acusado afirmou que Erick está "disposto a cumprir a pena", mas considerou a sentença "alta e desproporcional" e disse que pretende recorrer. Os advogados de Erick alegam que o acusado não estaria totalmente consciente por conta do "medicamento controlado de transtorno bipolar e depressão" de que faz uso.

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