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Companhia de Niterói cria grupo de bumba-meu-boi após 21 anos de atuação cultural

Grupo formou mais de 200 alunos, produziu mais de 500 instrumentos e realizou atividades em mais de 15 cidades

relogio min de leitura | Redação
Bumba-meu-boi no Teatro da UFF
Bumba-meu-boi no Teatro da UFF -

Após 21 anos de atuação cultural, a Companhia Mãos Calejadas criou um grupo de bumba-meu-boi em Niterói e busca uma sede própria para ampliar suas atividades. Ao longo da trajetória, a iniciativa formou mais de 200 alunos, produziu mais de 500 instrumentos e realizou ações em mais de 15 cidades.

A história da Companhia começou em 2004, em São Luís (MA), com oficinas de ritmo conduzidas pelo maranhense Cidel Trindade. Em 2005, após sua mudança para Niterói, a iniciativa ganhou nome e passou a desenvolver na cidade um trabalho voltado à valorização das tradições brasileiras.

Coordenada por Cidel Trindade e Cristina Cavallo, artista e doutora em Design, a Companhia trabalha com diferentes culturas e tradições populares. Ao longo da trajetória, desenvolveu atividades relacionadas a mais de 30 ritmos e manifestações, entre eles tambor de crioula, bumba-meu-boi, cacuriá e jongo.

O grupo realizou apresentações, formações e vivências em mais de 15 cidades dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Maranhão. Entre suas criações estão a Orquestra Brasileira de Percussão Folclórica, de 2012, o Coletivo Cocairé, de 2017, e Mulheres na Zabumba, de 2024.

A atuação da Companhia também chegou ao Festival LED, Luz na Educação, realizado pela Globo e pela Fundação Roberto Marinho, com uma apresentação de jongo na abertura da participação da escritora Chimamanda Ngozi Adichie.

No ateliê mantido em São Gonçalo, Cidel e Cristina produzem instrumentos de percussão, figurinos, alegorias, móveis e outros objetos. O espaço já produziu mais de 500 instrumentos, utilizados em atividades artísticas e culturais.

“Nesses anos, foram também mais de 200 alunos formados. E, hoje, muitos deles são professores de música, músicos profissionais, vivem da cultura e da arte. Essa é a maior realização para um mestre”, conta Cidel.


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Niterói ganha um novo grupo de bumba-meu-boi

Um dos trabalhos mais recentes da Companhia é o Boi das Águas Escondidas, inspirado na tradição do Pindaré, na Baixada Maranhense. O grupo nasceu em Niterói a partir de uma residência artística no Centro de Artes UFF, iniciada em maio.

O batizado aconteceu em 24 de julho, na Catedral de São João. Em setembro, o Boi abriu a 15ª edição do Festival Interculturalidades UFF, no Centro de Artes, em Icaraí.

“O Boi das Águas Escondidas nasceu de um sonho nosso e ganhou força a partir de muitas mãos. Agora, queremos uma sede à altura dessa história, um espaço onde as culturas populares possam ser ensinadas, criadas, ensaiadas e celebradas todos os dias”, diz Cristina Cavallo.

Companhia busca sede própria em Niterói

Ao completar 21 anos, a Companhia Mãos Calejadas busca uma sede própria em Niterói. A proposta é reunir no espaço oficinas, vivências, residências artísticas, ensaios, apresentações e o ateliê de produção.

A intenção é estabelecer um local permanente para as atividades da Companhia e para o encontro entre artistas, mestres, alunos e público, ampliando as possibilidades de formação e valorização das culturas populares.

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