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Família denuncia possível negligência após morte de jovem que deu à luz em hospital de Niterói

Segundo familiares, Amanda deu entrada na unidade no dia (3), com cerca de 35 semanas de gestação

relogio min de leitura | Escrito por Nayra Silva | 11 de março de 2026 - 09:03
Amanda da Silva Nóbio, de 27 anos
Amanda da Silva Nóbio, de 27 anos -

Uma família pede investigação após a morte da jovem Amanda da Silva Nóbio, de 27 anos, poucos dias depois de dar à luz no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Segundo familiares, Amanda deu entrada na unidade na terça-feira dia (3), com cerca de 35 semanas de gestação. Ela teve a bebê por parto normal, mas a criança nasceu prematura. 

De acordo com o pai da jovem, Aldecir Nóbio de Souza, de 59 anos, Amanda procurou atendimento após perceber que estava perdendo líquido. “Na terça-feira, por volta de 10 horas da manhã, minha filha me mandou um áudio dizendo que estava indo para o hospital porque estava vazando líquido. Ela estava grávida de oito meses”, contou.


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Ainda segundo Aldecir, Amanda foi internada e, no mesmo dia, deu à luz. Inicialmente, mãe e filha estariam bem. “O bebê nasceu no fim da tarde. Temos fotos e vídeos, estava tudo tranquilo. Ela também estava bem”, relatou. No dia seguinte, porém, a recém-nascida precisou ser levada para a UTI neonatal após apresentar dificuldades. “Na quarta-feira, o bebê não estava chorando e não estava conseguindo mamar. Foi quando levaram para a UTI”, disse o pai.

Ainda na quarta-feira, Amanda começou a sentir fortes dores. Segundo a família, ela teria reclamado diversas vezes à equipe de enfermagem. “Toda vez que ela reclamava de dor, a acompanhante falava com as enfermeiras para chamar o médico. Mas diziam que era dor do parto e não davam a mínima importância”, afirmou Aldecir. O pai conta que a filha chegou a enviar áudios chorando e relatando que as dores não passavam. “Ela dizia que tinha passado a noite inteira com dor. Mesmo assim, só davam remédio e não fizeram exames para saber o que estava acontecendo”, disse.

Segundo familiares, as dores relatadas por Amanda teriam sido inicialmente tratadas pela equipe como algo simples, sendo associadas a gases ou até mesmo a um possível quadro de ansiedade. Na noite de quinta-feira (5), por volta das 19h44, Amanda não resistiu após apresentar episódios de vômito e desmaios dentro da unidade hospitalar. Segundo Aldecir, ele foi chamado ao hospital pouco antes de receber a notícia da morte da filha. “Quando cheguei lá, o médico me chamou e disse que ela tinha tido uma parada cardíaca. No atestado de óbito está como causa indeterminada”, contou.

Amanda Nóbio também era mãe de um menino de 10 anos, diagnosticado com autismo grau 3. Segundo familiares, o garoto depende de cuidados especiais e agora ficará sob responsabilidade da família. A família da jovem também informou que já registrou um boletim de ocorrência na 78ª DP (Fonseca), acusando o hospital de possível negligência e cobra esclarecimentos sobre o caso. “Minha filha estava reclamando de dor e não investigaram. Isso não pode ficar assim”, disse o pai. A recém-nascida segue internada na UTI neonatal do hospital. 

Procurada pela reportagem, a Secretaria de Estado de Saúde informou, por meio de nota, que a Fundação Saúde, responsável pela gestão do Hospital Estadual Azevedo Lima (Heal), determinou a abertura de uma sindicância para apurar de forma rigorosa o atendimento prestado à paciente Amanda da Silva Nóbio.

Sob supervisão de Marcela Freitas 

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